Olá, ainda não fui diagnosticada pelo meu novo psiquiatra, pois ele ainda está me conhecendo melhor, porém algumas pessoas que entendem de transtornos psiquiátricos desconfiaram que eu possa ter o Transtorno de Personalidade Boderline (TPB) e se isso for verdade, o que ainda não sei, até que faz sentido, mas aqui no Brasil quase ninguém sabe lidar com este problema, eu conheci uma mulher que tmb tem este problema e criou um canal no youtube para expor informações científicas sobre o tema, conseguidas em sites de outros países, e que estudou bastante sobre o tema e que é uma fofa, simpática e linda! Eu tive mais uma recaída no carnaval, e também tive recaídas brabas esta semana que passou, foi muito turbulenta, me feri, mais de uma vez, de formas diferentes, e depois minha mãe ainda descobriu tudo e tivemos uma longuíssima conversa... Ela estava um verdadeiro terremoto quando voltei da COMEERJ, ela estourou tanto por nada que fui passar o resto do feriado com minhas primas, e foi maravilhoso, me diverti muuuuuuuuuuuuuuuuito!!! Mas quando retornei, apesar de minha mãe estar um pouco melhor, meu pai resolveu piorar e aí eu também piorei, não sei porque direito, e aí voltou tudo com uma força danada dentro de mim, inexplicável... E foi bem complicado saber na 4ª feira de cinzas que uma amiga minha havia morrido na 6ª feira e ninguém me contou nada por telefone, eu fiquei péssima, inacreditável a situação, e além disso aconteceram muitas coisas... Depois explicarei melhor tudo isso, espero estar pesando bem, pois antes do carnaval imagreci mais de 1kg, estava pesando 32,900 kg, mas com esta crise não sei se ganhei algum peso no carnaval e se perdi algumas gramas esta semana... Espero estar bem de saúde, tão complicado tudo isso, essa vida... Ah, galera!!! Quem aqui já assistiu o filme O Cisnei Negro??? Gente, a protagonista do filme tem TPB e eu sei o que a personagem sente, a mãe dela é igualzinha a minha, e ela se parece por demais comigo, espero não ter TPB, mas o mais importante é que quero ficar bem, descobrir o que realmente tenho para poder tratar de forma mais eficaz, e ter uma psicóloga o mais rápido possível, eu estou me sentindo muito só desde dezembro...
=(
Ah, depois postarei mais sobre tudo isso aqui, estou aguardando um diagnóstico para me aprofundar, e com tudo isso acontecendo descobri que minha estrela Demi Lovato tmb teve problemas semelhantes aos meus e até se internou, e agora está de volta com aquele belo sorriso, eu já adorava ela, quando vi ela lutando com todas as forças com seus problemas, eu virei mais fã ainda dela, eu a amo e desejo tudo de bom pra ela, muita força, saúde e felicidade pra sua vida e tmb pra de tds que aqui estão compartilhando um pouco do seu precioso momento com minhas palavras... Me sinto muitíssimo grata com tds vcs! Em breve escreverei mais... Ah, minha irmã começou a tocar no assunto dos meus problemas comigo, e de forma menos preconceituosa apesar de ainda um pouco equívoca, e cheia de esteriótipos... E ela afirmou pra mim que ela tem um problema sim, e que ela precisa tratar, pq ela se irrita de mais com as manias e problemas dos outros... Ela agora como mãe tá se tornando um anjo de luz a iluminar minha vida, amo minha maninha por D+, até beijinhos ela tem me dado ou mandado, ela é uma fofura e tomara que sábado que vem eu consiga saber se terei um sobrinho ou uma sobrinha. Bjs e boa semana pra tds vcs!
sábado, 19 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Notícias e novidades!
Galera, andei sumida, mas foi porque estive muito atarefada. Notícias: Me formei em Pedagogia, minha formatura foi dia 18 de fevereiro. Comecei curso de LIBRAS, estou amando! Tive as férias mais legais da minha vida e bem familiar... Estou bem mais conectada a minha família, meus parentes, estou amando essa nova fase do meu amor! Vou ser tia, mas ainda não sei se vai ser sobrinho ou sobrinha... Fui abandonada pelo psiquiatra e pela psicóloga que me tendiam. Obs.: Exagero meu! A Aurea não me abandonou, ela ainda meliga pra saber como estou... Fui me tratar no IPUB na UFRJ, finalmente comecei um bom tratamento psiquiátrico, descobri que meu problema não é só o TOC, ainda não sei direito mas parece que eu tenho um T.A. SOE e Dermatotilexomania... Aguardarei mais informações pra falar sobre essas comorbidades aqui. Estou aguardando resposta do DPA - UFRJ, pra ver se eu consegui vaga pra TCC. A reunião da Riostoc desse sábado foi maravilhosa, eu até chorei. Comecei a andar sozinha no Rio, uhuuu! Tive uma pequena crise em fevereiro, mas estou muitíssimo bem, e muito melhor e torcendo pra tds ficarem bem! Bjs e espero comentários!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Estou feliz!!!
Gente, que calor tá fazendo hoje!!!
Mas estou tão feliz! Até agora esse ano tem sido perfeito! Eu vou ser titia! rsrsrsrs Eu vou ter finalmente um quarto só pra mim... Porém não estou feliz com isso, embora tenha sido meu sonho desde criança, eu agora só consigo sentir saudades da minha irmã, e pra mim o quarto ainda é nosso! Eu depois de dias e mais dias de crises horríveis, de mandar e-mail e ligar pras minhas best friends direto e muitas vezes não ser atendida, fiquei um tempão sem ver minha psicóloga e quando liguei pra ela nem pude conversar porque ela estava indo ao hospital com uma crise renal... Foi loucura total! Mas um milagre aconteceu: eu li o livro 'Uma fada veio me visitar' da Thalita Rebouças, li também o 'Fala sério, amor!' e estou louca pra ler todos os outros livros dela... Mas este primeiro foi o mais especial, ele mudou minha vida, eu me tornei uma pessoa extremamente otimista, e meu olhos verdes finalmente fizeram juz ao nome, pois vcs sabem para que ele é verde? Para enchergar com esperança! Finalmente estou sendo feliz e vendo que tudo irá de dar certo! Desejo o mesmo a todos vocês. Os livros sempre me fizeram bem, pelo menos a maioria deles, sempre amei ler, mas nunca pensei que um livro criado para adolescentes fossem me fazer tão bem e eu já tendo 21 anos quase 22. Mas não é qualquer livro, não! Essa autora é mais do que especial!!! Agradeço de coração a ela!!! Eu recomendo que vocês leiam este livro, porém se não for do gosto de vocês eu apenas recomendo que leiam, pois a leitura edifica o homem. Bjs!!!
Mas estou tão feliz! Até agora esse ano tem sido perfeito! Eu vou ser titia! rsrsrsrs Eu vou ter finalmente um quarto só pra mim... Porém não estou feliz com isso, embora tenha sido meu sonho desde criança, eu agora só consigo sentir saudades da minha irmã, e pra mim o quarto ainda é nosso! Eu depois de dias e mais dias de crises horríveis, de mandar e-mail e ligar pras minhas best friends direto e muitas vezes não ser atendida, fiquei um tempão sem ver minha psicóloga e quando liguei pra ela nem pude conversar porque ela estava indo ao hospital com uma crise renal... Foi loucura total! Mas um milagre aconteceu: eu li o livro 'Uma fada veio me visitar' da Thalita Rebouças, li também o 'Fala sério, amor!' e estou louca pra ler todos os outros livros dela... Mas este primeiro foi o mais especial, ele mudou minha vida, eu me tornei uma pessoa extremamente otimista, e meu olhos verdes finalmente fizeram juz ao nome, pois vcs sabem para que ele é verde? Para enchergar com esperança! Finalmente estou sendo feliz e vendo que tudo irá de dar certo! Desejo o mesmo a todos vocês. Os livros sempre me fizeram bem, pelo menos a maioria deles, sempre amei ler, mas nunca pensei que um livro criado para adolescentes fossem me fazer tão bem e eu já tendo 21 anos quase 22. Mas não é qualquer livro, não! Essa autora é mais do que especial!!! Agradeço de coração a ela!!! Eu recomendo que vocês leiam este livro, porém se não for do gosto de vocês eu apenas recomendo que leiam, pois a leitura edifica o homem. Bjs!!!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Que Deus esteja sempre conosco, nos dando força pra vencer este mal. Assim seja!
Gente, eu preferi não postar durante este período, pois eu tive crises, e quase voltei a ter o grau da doença em que percebi que precisava procurar ajuda, mas graças a Deus não chegou a tanto, estou mudando de medicamentos e doses direto, e parece que nada resolve, mas estou na esperança que uma hora dê certo, que algum dia eu volte a dizer que melhorei muito, como disse aliviada depois de um mês de tratamento com o 1º medicamento que usei, depois disso piorei, acredito até que não era necessário mudar este medicamento, mas todos os médicos dizíam que eu estava muito magra e sem fome por causa do medicamento, e ninguém pensou em subir a dose dele, apenas em mudar de remédio, então fazer o que, eles estudaram anos e não sou eu que vou interferir, sei que Deus está comigo e estou cercada de pessoas que gostam de mim e que estão dispostas a me ajudar, que possuem algumas dificuldades, perincipalmente em me entender e não possuem tempo para estudar o que é TOC e não se colocam no meu lugar, apenas brigam, brigam e brigam, mas tenho que ter paciência, pois eles querem o meu bem. Faltei trabalho 2 dias, cheguei atrasada no trabalho um dia, e quase não fui, pois detesto chegar atrasada, mas tomei coragem, e foi um sacríficio dar cada passo em direção ao trabalho, eu cheguei a andar mais devagar que o de costume, mudei o caminho querendo ir em direção a algum médico que me desse atestado médico, mas o medo de não me darem de novo, e eu perder mais algum dinheiro e me ferrar depois pra pagar meu tratamento, rezei, pedi força, chorei, mais cheguei lá, e amanhã terei que chegar cedo ao trabalho pra repor a aula da turma que não teve na terça... Passei o dia tentando colocar minha vida acadêmica e no trabalho em dia, corrigi provas, planejei aulas, mandei os conteúdos das próximas provas por e-mail, escrevi uma página a mais na monografia (pouquíssimo, mas foi o que consegui), comi, é tanta coisa na minha cabeça, tanta coisa pra fazer, tanto compromisso que tenho, que tem dias que como hoje não sei se tomei ou não o remédio depois o almoço, pelo menos hoje eu comi razoavelmente, eu faço um esforço pra comer, que nenhum ser humano que eu conheça faz, pois a maioria das pessoas se esforçam é pra não comer, até besteira é difícil de engolir, até bala, bolo, salgado, tudo... Eu finalmente to passando um pouquinho menos mal estes dias, o passar mal não é mais durante o dia inteiro, é apenas algumas vezes, mas pra mim ainda não tá bom, u quero me sentir bem, eu quero conseguir cumprir com minhas responsabilidades, quero que esses pensamentos sumam da minha mente e me deixem chegar no horário aos lugares, quero ter ânimo de acordar e levantar da cama pra viver o dia, aproveitar as horas, fazer as coisas que são pra ser feitas, quero uma casa que não esteja de perna pro ar como a minha está, quero que meus pais larguem do meu pé, pois eu me esforço de mais, me cobro de mais, e a cobrança deles me deixa louca. Até minha psicóloga as vezes não consegue me entender e as vezes me cobra mais do que eu consigo fazer por enquanto, eu não sou preguiçosa, quem me conhece antes deu ter essas crises mais graves, sabe que algo que eu nunca fui é preguiçosa, ouvir minha psicóloga e meus pais me chamarem de preguiçosa dói muito, é como gritar algo gastando toda sua voz e não ser ouvida, é assim que me sinto, como se não reconhecessem o meu esforço, como se não percebessem minha diiculdade, como se não respeitassem meu ritmo, meu momento, eu não quero pensar no que penso, não quero fazer o que faço, eu juro que não. Eu só quero ser uma pessoa melhor. Ainda bem que esta semana e sexta passada minha psicóloga foi maravilhosa comigo, eu gosto muito dela, eu consegui contar pra ela coisas que nunca falei rpa ninguém a não ser comigo mesmo no banheiro, treinando pra contar a alguém, consegui também tirar dúvidas sobre alguns sentimentos, e finalmente encontrei alguém que acredita que eu me amo, mesmo que as vezes eu me machuque e queira me matar sem querer... Eu durante todos esses dias só fiz um pedido a Deus, a única coisa que eu quero nesse mundo é alguém do meu lado que eu possa contar com essa pessoa 24h por dia, e que tenha também, ao mesmo tempo, a oportunidade de fazer bem a ela, mas parece que Deus não quer conceder esse meu pedido, ou melhor, que eu não mereço ainda isso, que eu tenho que ficar sozinha pra aprender a ser mais forte do que já sou. Pois eu acredito ser forte, mesmo que muita gente diga que eu sou uma fraca, fresca, sem vontade suficiente de mudar. Mas não é fácil mudar coisas que fazem parte da sua vida desde que vc se entende por gente, e que vc sempre achou que eram defeitos seus, só seus, que vc era portanto de outro mundo, um ET abandonado no planeta Terra. Eu queria alguém do meu lado, princiaplmente durante as noites, pois essas são as mais difíceis de suportar, me sinto só, sei que não estou, agradeço a Deus pelas pessoas maravilhosas que ele colocou em meu caminho, mas me sinto muito sozinha, principalmente a noite, momento que não posso ligar pra ninguém a não ser que seja uma emergência e olhe lá, e o que eu mais queria era apenas uma compania, alguém que falasse coisas bonitas ao telefone, ou que estivesse ao meu lado me abraçando e acariciando até eu adormecer. Tenho tantos medos, medo de não conseguir a faculdade acabar, a monografia apresentar, medo da minha orientadora comigo brigar, medo de dinheiro faltar, medo de perder o emprego, medo de decepcionar as pessoas, principalmente minhas crianças queridas, meus alunos da escola e do GELC, medo de acabar me matando sem ser essa minha vontade, medo de perder a sanidade, medo de grudar na cama mas do que tenho grudado e de lá ser tirada a força e ser levadda pelo SAMUR, como minha mãe ameaça, medo de não ter meus sonhos realizados, medo de não ter cumprido minha missão no mundo por falta de força, mas eu juro que to me esforçando, sei que só eu sei como me esforço, e que é difícil convencer os outros disso, mas é a mais pura verdade. Eu quero parar de chorar como estou chorando agora, quero voltar a sorrir, quero voltar a ser ativa como sempre fui, quero voltar a alegrar as pessoas, quero voltar a ter amigos, ir a lugares, passar dias na casa de colegas cantando músicas, jogando, brincando, quero curtir minha juventude antes que ela se vá, e eu perca essa oportunidade, quero me destraumatizar e voltar a beijar, namorar, sair, frequentar festas, e tudo mais... Quero viver em paz, quero viver como qualquer outra pessoa "normal", quero viver, só isso. Pois tenho sobrevivido, tenho arrastado-me dia após dia, e isso não é vida, é tortura. Quero não perder minhas esperanças, quero ajuda, quero muita ajuda, e entendimento, quero ver meus amigos da riostoc mais do que vejo, e já fui proibida de ir em dezembro... Aff... Depois de tudo isso, só tenho algo a recomendar, informação pra quem precisa, pra quem vem em busca de entender o que é TOC, ou síndrome de Tourette, vejam entrevista com a Roberta, minha querida amiga diretora da Riostoc, na ALERJ, dividida em vídeos, em algumas partes, no seguinte link: http://www.youtube.com/results?search_query=Roberta+Rocha+TOC&aq=f
Muito obrigada pela atenção epaciência de ler meu desabafo. Bjs pra tds e força pra todos que passam por essa luta assim como eu, nós vamos vencer esse mal!!!!
Muito obrigada pela atenção epaciência de ler meu desabafo. Bjs pra tds e força pra todos que passam por essa luta assim como eu, nós vamos vencer esse mal!!!!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Mais uma postagem da minha vida...
Passei mais de um mês passando mal todos os dias, até que ontem não guentei ir trabalhar, nem ir a um médico pedir um atestado, até porque sabia que eles falariam que é frescura, já que o psiquiatra disse que são sintomas de ansiedade, que o medicamento não estava fazendo o efeito que ele esperava pela dose e pelo tempo, e modificou mais uma vez minhas medicações, agora até este começar a fazer efeito... Enquanto isso eu aguardo passando mal, dia estando bem, dia estando mal, e dias estando muito mal... Ainda levo bronca por este tempo todo conseguir enfrentar e fazer tudo e ontem não ter conseguido e ter faltado o trabalho, ontem foi muito ruim. Os pensamentos me atormentaram, mas eu não fiz nenhuma besteira, mas minha mãe não encherga isso, o lado positivo. Hoje eu fui no médico, e graças a Deus não deu nada no exame, não tenho nenhum tumor na hipófise, então a prolactina alta ou é medicamentosa, por isso parei de tomar dois remédios que podiam causar isso, e tenho que esperar um tempo pra voltar a fazer o exame de sangue, se a prolactina continuar alta, aí tenho que tratar com um endocrinologista. Acabei falando com o médico do meu mal estar constante, todo dia passando mal, sentindo dor, enjoo, etc. Acretita que ele me mandou namorar, fazer um esporte, uma atividade física, e parar de me preocupar com o trabalho e com os estudos, ele não entende, eu to em processo de monografia, último período de faculdade, só to trabalhando para ter dinheiro pra pagar meus remédios e minhas consultas, ou você acha que eu tenho opição de estudar sem trabalhar, e não to namorando porque não sou dessas meninas que saem ficando com tudo quanto é gente, e saem pra baladas e conhecem um monte de gente, tipo, pra rolar algo comigo precisa ter tempo, confiança, ser sério, ainda mais depois de traumas que eu sofri com ex-namorados. Não é fácil isso, e mesmo que eu goste de uma pessoa e queira namorar com ela, eu não vou chegar pro menino e tipo, perguntar "Você quer namorar comigo.", eu só meio antiga, pra mim o menino é que tem que ter iniciativa, e também me assusto quando essa iniciativa é rápida de mais, eu preciso primeiro ser amiga dessa pessoa, voltar as minhas aulas de dança é um sonho, quem me dera, mas não tenho tempo pra isso, se não eu piraria com mais um compromisso, eu não tenho tempo pra nada. Não vejo a hora desse ano terminar e eu começar uma vida nova ano que vem. Bem, existe uma pessoa que se pedisse pra namorar comigo, eu acho que aceitaria, mas ele não pede, e tem outra pessoa que só faltou me pedir isso na primeira vez que eu o vi na minha vida, ah se ele fosse mais devagar, talvez não me assustasse e pudesse me conquistar, pois ele até que é legal, na verdade eu me assustei pois estou a um tempão sem ninguém interessado em mim, e eu menos ainda interessada em alguém, e aí quando eu começo a me interessar por outra pessoa, parece que outras quatro resolveram se interessar por mim, aí complicou tudo, não sei o que fazer, acho que to esperando alguém conquistar meu coração, algo que eu não sei se é fácil acontcer, mas que pelo visto vai ter uqe acontecer, pro meu próprio bem, eu preciso pensar em alguém além de mim, eu preciso me distrair, sair, me apaixonar... Na verdade, ter uma razão pra viver cada dia, algo que me motive a querer continuar viva, além do meu sonho de ajudar crianças e pessoas com necessidades educacionais especiais, principalmente surdos. Tem horas que a minha vontade é de não fazer nada, de não sair mais de casa pra nada, de não comer mais, ainda bem que existem pequenas coisas que me ajudam a ter força, ir pra faculdade só pra ver uma professora que é muito legal comigo, é uma dessas, levantar e sair de casa pra ir pra psicóloga é outra, ir pra evangelização das minhas crianças queridas aos sábados, me faz bem, mas até pra isso tenho feito esforço, pra trabalhar então, haja força de vontade, como eu queria ter pais ricos e não precisar trabalhar fazendo faculdade e ter tanta responsabilidade... Como essa vida é difícil e as pessoas não enchergam isso, sei que a vida de todo mundo é difícil, sei que tem gente com problemas piores que os meus, mas só queria que as pessoas não me enchergassem como me enchergam, elas me veem como uma criança que não tem problemas e que não sabe o que a vida adulta me espera, acham que por eu ser nova não tenho direito de sofrer, que isso é coisa de quem tem filho, marido, e casa pra cuidar. Mas ter um pai como o meu, um mãe como a minha e uma irmã como a que tenho é como ter um filho e um marido, e ainda uma sogra morando em casa, mesmo nunca tendo passado por isso, pelo que me descrevem dá no mesmo. Meu pai tem que ser tratado como uma criança, dá preocupação, vive aprontando, não pode deixar sozinho em casa, atrapalha a gente a estudar e a planejar aula, corrigir provas, e vive brigando com todo mundo e reclamando de tudo, como um marido chato, dá trabalho em dobro, porque eu sou a que mais fico em casa, minha irmã é tão fresca e rabugenta e reclamona, que também é como um marido, e minha mãe é tão incherida como uma sogra, tipo, não to reclamando da minha família, eu os amo muito, mas só to dizendo que dá o mesmo trabalho que a família de quem tá casado e tem filhos, e que tamém tenho direito de me enrolar, de estar triste um dia, preocupada no outro, etc. Só porque tenho 21 anos, não quer dizer que eu não saiba como a vida é sofrida e difícil, eu sei disso desde pequena, pois ser filha de alcoolista e ter TOC, ser manipulada e totalmente controlada por duas pessoas, ser submissa a vontade delas... Eu só queria ter algo de bom pra falar, tipo: "Ah, tal pessoa é tão legal, eu saí com ele(a) pra tal lugar, foi divertido, fizemos isso, comemos aquilo..." Mas nem sair de casa eu consigo, eu me sinto muito carente, e sinto falta sim da época que tive meu primeiro namorado, foi uma época maravilhosa na minha vida, minha mãe me deixava ir a todos os lugares que eu quizesse, eu tinha coisas boas pra contar pras amigas, eu tinha amigas que gostavam de estar perto de mim, minhas qualidades ficavam mais nítidas que meus defeitos e problemas... Sei que minha melhora só depende de mim mesma, mas acho que isso ajudaria. Agora médico receitar namoro, é D+, como se encontrasse namorados bons em qualquer farmácia de esquina a venda. Não aguento mais todo mundo me falando isso como se eu escolhesse essa situação na hora que eu bem quiser, agora até o médico falar isso, é bizarro.
Espero que dê tudo certo nessa vida! Bjs pra tds, e desejo o mesmo pra vcs!!!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Notícias
É tanta coisa na faculdade que eu to ficando doida... rsrsrsrs Eu tenho passado mal todos os dias, não sei se é por isso, mas deve ser, é muita ansiedade, medo, eu fico com um monte de dor, dor de cabeça, dor de barriga, dor no pé, dor no braço, dor nas costas... e também com vontade de chorar, enjoada... é horrível! Eu não aguento mais passar mal, tenho vontade de não fazer nada, mas não posso ter esse luxo, vou no psiquiatra quinta e falarei com ele, enquanto isso faço prece pra isso tudo passar.
Também tive pensamentos intrusivos no domingo, mas graças a Deus passou, era sobre meu passado, não saía da minha mente, e agora tenho tido pensamentos de desistir das coisas, de falatar aos compromissos, e tá difícil acordar todos os dias. Como dizia Emanuelle Laboritti, tá muito "difiti, muito difiti!".
E Felipe, espero que você fique bem, que eu fique bem, e desejo muita saúde pra todos vocês que passam por aqui, leem minhas postagens, comentam, espero mesmo, de coração, a melhora de todos nós, e que consigamos fazer os enfrentamentos necessários. Postei no meu blog pessoal, quem quiser visitar fique a vontade, o link está aqui no blog.
Estou tão atarefada que não sei quando conseguirei passar aqui pra postar algo novo. Mas prometo dar um jeitinho como dei hoje. Bjs pra tds!!!
Também tive pensamentos intrusivos no domingo, mas graças a Deus passou, era sobre meu passado, não saía da minha mente, e agora tenho tido pensamentos de desistir das coisas, de falatar aos compromissos, e tá difícil acordar todos os dias. Como dizia Emanuelle Laboritti, tá muito "difiti, muito difiti!".
E Felipe, espero que você fique bem, que eu fique bem, e desejo muita saúde pra todos vocês que passam por aqui, leem minhas postagens, comentam, espero mesmo, de coração, a melhora de todos nós, e que consigamos fazer os enfrentamentos necessários. Postei no meu blog pessoal, quem quiser visitar fique a vontade, o link está aqui no blog.
Estou tão atarefada que não sei quando conseguirei passar aqui pra postar algo novo. Mas prometo dar um jeitinho como dei hoje. Bjs pra tds!!!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Otimismo
Bem, fiquei meio afastada do blog, mas estou de volta, é que estou mais enrolada do que linha em carretel e mais perdida do que cego em tiroteio... rsrsrsrs É tanto trabalho, é tanta reunião, é tanta coisa, exame, médico, eu to precisando que meus dias tenhm 48h no mínimo pra dar conta de tudo. Mas vim aqui informar que estou melhor, que estou fazendo enfrentamentos, que estou buscando ter mais força de vontade, fazer mais preces, estou lutando na medida do possível. Soube que o psiquiatra que começou a me tratar e foi pra Amazônia, voltou, mas ainda não consegui entrar em contato com ele, estou otimista quanto ao exame pra saber se realmente tenho um tumor ou não na hipófise, estou menos preocupada, se eu tiver, com o tratamento, estou menos ansiosa quanto a isso, na medida do possível, pois sei que será o que for pra ser, e como li o livro Pollyanna, chorei muito por sinal, um livro maravilhoso, aprendi a ver o lado positivo mesmo das coisas mais ruins, e pensei, se eu tiver mesmo este tumor, eu vou poder mostrar pros outros que eu sou forte pois já que eles não enchergam minha força na luta contra o TOC por preconceito e ignorância, verão minha força através da luta contra a doença, e se eu não tiver nada, melhor ainda, quer dizer que Deus está me protegendo, e que eu não preciso me preocupar que as coisas com que penso sem querer, devido aos pensamentos intrusivos do TOC, venham a acontecer de verdade, pois só acontecerá se Deus permitir, se for necessário pra aprendizagem nossa. Graças a Deus estou melhor, conversei horas com minha mãe ontem, depois das visitas irem embora, e sei que tudo dará certo, porque eu quero e vou lutar pra isso, e vou buscar até onde der, algo que me ajude ainda mais do que eu mesma, pois sei que sozinha não sou capaz de vencer isso, mas eu não estou sozinha, e portanto sou capaz sim de enfrentar tudo isso, e sei que isso depende mais de mim do que de qualquer outra coisa (remédio ou pessoa), pois nossa fé e vontade trasporta até montanhas, e nosso pensamento tem força até para modificar a matéria, pois Deus nos permite isso, então mesmo que não tenha cura, cientificamente falando, eu quero pelo menos conseguir viver melhor com isso, sabendo lidar com isso, e não permitir que isso e o medo me paralise e me impessa de realizar meus sonhos. Bjs e força pra todos, pois a vida não é fácil pra ninguém, mas nós somos capazes de mais do que acreditamos ser.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Uma idéia louca da minha cabeça!
Uma vez tive uma diéia doida de que escola especializadas em certos transtornos, síndromes, etc. seria bom pois evitaria o preconceito pelo menos durante os estudos, e poderiam ser dadas dicas de como se viver melhor em sociedade, e seria uma forma das pessoas não se sentirem rejeitadas em pelo menos um lugar. Mas minha professora, me alertou, imagina uma turma só de hioerativos com uma professora também hiperativa, pegaria fogo! Concordei com ela, de que a escola não seria o local ideal pra isso ainda, mas acho que deveria haver um especialista em cada escola ajudando na inclusão, conversando com os alunos, pais e professores para aceitar os outros como eles são sem julgar e sem desrespeitar. Este sábado fui numa reunião da Riostoc novamente, lá sim é o local ideal pra se juntar pessoas com TOC e Síndrome de Tourette, pois lá podemos ser nós mesmos, somos aceitos, respeitados e encontramos pessoas com nós, que se afinam com a gente, é excelente. Mas neste sábado tive a certeza de que minha idéia era mesmo doida, estenderam nossa reunião por mais uma hora porque foi muita gente, e imagina todos somos ansiosos ao extremo, todos queriam falar ao mesmo tempo, foi uma loucura, mas até que a conseguimos por ordem e todos falaram, mas percebi que se juntasse todos numa sala de aula pra estudar, podia dar certo, mas também podia dar errado, imagina a semana de provas, ou um debate, seria loucura total, de tanta gente ansiosa... rsrsrrs
Quem é novo navegue pelo blog todo, tem vídeos, trecho de livros, depoimentos e muita informação. Felicidade pra tds!!!!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Cap.2 do livro Mentes e Manias de Ana Beatriz Barbosa
CAPÍTULO 2
Fixação, seus olhos no retrato
Fixação, mera assombração
Fixação, fantasmas no meu quarto.
”Fixação” Kid Abelha
QUEM PENSA DEMAIS VIRA FILÓSOFO OU SOFRE: A QUESTÃO DAS OBSESSÕES
Muitos de nós sentimos um leve incômodo quando deparamos com um sapato virado de cabeça para baixo. É quase impossível que não nos venha à cabeça a idéia de que algo pode acontecer com nossa mãe. Embora achemos ridículo e deixemos o sapato virado do mesmo jeito, o próximo pensamento que pode nos assaltar é o de culpa, de que não nos importamos com nossa mãe, afinal estamos dando mais importância ao raciocínio lógico do que ao significado do famigerado sapato de sola para o ar. Por fim, com um resignado ”tá bom, não custa nada”, acabamos desvirando o sapato e explicamos para nós mesmos, a título de consolo, que isso não passa de ”desencargo de consciência”.
Na hora de dormir, podemos passar de novo por uma situação parecida se percebermos que a porta do armário está aberta. A gente não quer sair debaixo da coberta, mas de vez em quando espicha o olho e dá de cara com a porta escancarada e tudo escuro lá dentro do armário. O que nos faz ficar espionando a inocente fresta é a lembrança de que ”porta de armário aberta chama...”. Mas você não quer pensar na palavra e nem espera para concluir a frase. Sai do aconchego, levanta-se, fecha a porcaria da porta e convence a si mesmo que o motivo que o levou a fazer isso é impedir que entrem baratas em seu armário.
O fato é que sempre estamos imersos em numerosos pensamentos. Pensamentos bons, pensamentos ruins, bobos, grandiosos, de todos os tipos. Muitas vezes nem estamos conscientes deles, mas nós os temos o tempo todo. E é comum também termos pensamentos que nos incomodam, pois não condizem com nosso modo de ser, de pensar e de agir. Assim, acreditamos que não deveríamos tê-los ou que é errado tê-los, como se isso fosse indicativo de alguma falha de caráter sufocada ou de que temos um ”lado negro” escondido. Por exemplo, imaginar-se enchendo de algodão a boca de seu irmãozinho recém-nascido que não pára de berrar é um pensamento que pode vir a sua cabeça se você é um
adolescente impaciente que precisa acordar cedo no dia seguinte e ainda por cima não perdoa os pais por tê-lo desbancado da posição de caçula.
É normal virem esses pensamentos doidos a nossa cabeça de vez em quando, meio agressivos, meio catastróficos, dando representação a nossos medos mais escondidos ou, no caso acima, não assumidos desejos de ”vingança”. O problema está em imaginar que não deveríamos tê-los de modo algum, que é proibido tê-los ou que eles podem trazer conseqüências funestas, tornando-se realidade. Se pensamos assim, o tiro sai pela culatra: quanto mais evitamos tais pensamentos ou nos preocupamos com eles, mais presentes e insistentes eles se tornam em nossa mente. Não querer pensar em algo já nos faz pensar neste algo. E, por dar tal importância a esses pensamentos, aumentamos muito o risco de tê-los repetidamente. Se existisse um ditado para isso, poderia ser algo assim: ”Quem seus pensamentos espanta, mais os acalanta”.
Para testar esse ditado, você pode fazer o seguinte: feche os olhos e durante trinta segundos force-se a pensar em um camelo no deserto (você pode acrescentar palmeiras, cactos, pirâmides, mas o importante é o camelo). Obrigue-se a pensar só no camelo. Pode ser que durante esses trinta segundos outros pensamentos tenham invadido sua mente, isso é natural. Mas não deve ter sido tão difícil. Agora faça de forma diferente: feche os olhos e, durante trinta segundos, pense em qualquer coisa, menos no camelo. É proibido pensar no camelo.
Desta vez você sentirá que foi mais difícil. Só pelo fato de tentar afastar o pensamento do camelo, acabamos sem querer tornando-o mais intrusivo e persistente.
Foi o que aconteceu com Amaro, administrador de empresas de 49 anos, quando tentava afastar o pensamento do... Bem, ele vai partilhar conosco sua experiência:
Quando eu era adolescente, ficava supernervoso quando começava a tocar ”Sympathy for the devil” — algo como afinidade pelo demônio ou simpatia pelo demônio —, música dos Rolling Stones.
Na época eu estava completando o catecismo e achava terrível ouvir uma música daquelas. Mas não ficou só aí. Depois passei a ter medo de simplesmente pensar na música e cheguei a um ponto em que qualquer outra coisa me remetia a devil, como ver uma luz vermelha ou algum bicho que tivesse chifres. Daí, já tinha virado um martírio se eu visse um carro freando e se acendesse uma luz vermelha ou se, na TV, passasse algum desenho ou reportagem com animais.
E esses são só alguns exemplos, porque muitas outras coisas mais eu associava àquela imagem, como o número 5, por causa do tal do pentagrama, A estrela de cinco pontas é um símbolo místico:com a ponta virada para cima, representa o bem;com a ponta virada para baixo, simboliza o mal... Adivinha em qual eu pensava? Olha que viagem! E, cada vez que me vinha à cabeça, e isso acontecia toda hora — porque descobri que, quanto mais a gente tenta não pensar, mais a gente pensa —, eu tinha de repetir mentalmente os nomes de alguns anjos: Gabriel, Miguel, Rafael... Eu achava que ia acontecer alguma coisa ruim, mas, puxa, ruim era passar por aquilo. Agora estou tranqüilo em relação a isso e — quer saber de uma coisa? — encho a boca quando vou mandar alguém ”para o diabo que o carregue”.
Idéias indesejáveis invadem nossa mente
O ser humano tem, em maior ou menor medida, a necessidade de manter as coisas sob controle, ainda que minimamente. Muitas coisas, porém, estão fora de nosso controle — e o conteúdo de nossos pensamentos é uma delas. Engajar-se numa luta inglória com derrota garantida é caminhar a passos largos para o desconforto e até para o adoecimento. Quando tentamos manter estrito controle sobre nossos pensamentos, estamos nos expondo ao risco de vê-los transformados em obsessões.
Para que os pensamentos sejam considerados obsessivos, eles devem ser desagradáveis, intrusivos, indesejáveis e repetitivos. Quem os tem não os quer e, embora saiba que jamais concordaria com o conteúdo desses pensamentos obsessivos ou faria o que eles sugerem, sente uma pesada culpa por tê-los. Como exemplo, poderíamos pensar naquele adolescente enciumado do
irmãozinho de que falamos há pouco, que ainda por cima é alvo de chacota no colégio por parte de um colega que adora pegar no seu pé. Pode passar pela cabeça dele que seria melhor que esse colega estivesse morto ou como seria glorioso jogá-lo escada abaixo. Pensamento tétrico, não? O adolescente talvez sinta um pouco de alívio de suas frustrações fantasiando sua vingança espetacular e depois se desligar daquilo e voltar a sua rotina sem maiores problemas. Mas ele também pode começar a remoer a preocupação de que, se está pensando naquilo, é porque talvez seja mesmo capaz de fazer aquilo. A partir daí, pode tentar fazer um esforço tremendo para não voltar mais a pensar naquilo e, pior, desenvolver comportamentos como evitar subir ou descer a escada junto com seu desafeto.
Há uma distância muito grande entre pensar, fantasiar e realmente fazer. Se ele de fato fosse um adolescente com desvio de conduta, já estaria planejando e implementando sua vingança — como infelizmente vimos acontecer naquele massacre de estudantes e professores feito por dois alunos da escola Columbine, numa cidade do Colorado, Estados Unidos, em 1999, tema do documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore —, e não se preocupando, sentindo-se envergonhado e culpado por ter esses pensamentos, evitando até se aproximar do colega por medo de fazer-lhe algum mal.
No entanto, pelo sofrimento e pelo desconforto que trazem, causando até alterações no comportamento do adolescente, podemos dizer que esses pensamentos já adquiriram um caráter obsessivo. O jovem sente angústia e culpa ao tê-los, pois são desagradáveis e vão contra o que considera correto. São repetitivos, intrusivos e causam tremenda ansiedade. Quanto mais ele luta para não tê-los, mais os tem, e acaba se sentindo na obrigação de mudar seu comportamento para aliviar a angústia que sente.
Isso precisa ficar bem claro: é a partir desse ponto que se pode dizer que esse pensamento deixou de ser um daqueles pensamentos doidos e pouco usuais que todo mundo tem para transformar-se num pensamento obsessivo, que traz grande apreensão.
Um dos pensamentos obsessivos que provocam mais sofrimento é aquele cujo conteúdo envolve ferir alguém a quem amamos. A arquiteta Analice, de 36 anos, nos relata seu problema:
Eu já era um pouquinho ”sistemática” desde nova... Gostava das coisas bem guardadinhas e alinhadas. Depois que tive o Pedro, minha mania de só fechar as gavetas de talheres quando eles estivessem arrumadinhos piorou bastante. Mas meu martírio mesmo começou quando passei a pensar que, se fechasse a gaveta e alguma faca se deslocasse lá dentro, seria capaz de pegá-la e ferir meu filho. O mais desesperador é que sempre fui uma mãe paciente, super apaixonada por meu filho, que foi um bebê bem tranqüilo. Como, quando eu fechava a gaveta das facas, não conseguia ter certeza de que nenhuma faca tinha saído do lugar lá dentro, ficava abrindo e fechando a gaveta muitas vezes, porque, se não fizesse isso, me vinha à mente minha imagem, com a faca na mão, ferindo meu filho. Era horrível, horrível!
Hoje em dia ele é adolescente e não pára de fazer chacota desde que soube dessa história. De vez em quando ele me chama de Mamãe Jason. Mas quer saber? Agora que já estou livre disso também me junto a ele e dou boas gargalhadas.
Os pensamentos obsessivos estão intimamente relacionados com o medo. No entanto, o medo é um sentimento natural e saudável, cuja função é nos resguardar de maiores problemas. É bom que tenhamos medo de atravessar a rua com o sinal aberto para os carros, por razões óbvias. É esse medo que nos impede de arriscar nossa vida em um trânsito caótico, povoado de motoristas alucinados. Mas ter receio de sair de casa e andar na calçada por causa da remota probabilidade de ser atropelado no portão do próprio prédio é entregar-se a um medo irracional e infundado, que limita nossos movimentos e cerceia nossa liberdade de ação. Nesse caso, o medo deixa de ser útil e passa a ser irreal e nocivo. Não serve mais à função de proteção e ainda nos faz o desfavor de entravar nossa vida.
A pessoa que tem pensamentos obsessivos sofre deste último tipo de medo. Portanto, não podemos confundir as obsessões com medos comuns. Os medos da pessoa obsessiva podem ser semelhantes aos medos comuns e plausíveis, como o medo de bater o carro, mas ganham uma dimensão muito mais ampla se são erroneamente avaliados pela pessoa como tendo probabilidade muito maior de ocorrer, a ponto de fazer com que ela evite não só dirigir como entrar em qualquer veículo. A pessoa obsessiva pode também ter pensamentos e medos que consideramos bizarros, como o de ter engolido uma agulha quando estava pregando um botão. Ela sabe que não a engoliu, pois isso é impossível, mas ainda assim fica atormentada com a repetição desse pensamento, ganhando um medo irracional de lidar com quaisquer instrumentos de costura.
Superstições versus obsessões
Uma coisa importante é diferenciar as obsessões das superstições. No início deste capítulo descrevi dois casos típicos de superstições em nossa cultura apenas com o intuito de demonstrar como é comum que nos preocupemos com o significado que damos às coisas, com o que pensamos delas e como isso pode influenciar nosso comportamento. Contudo, as superstições não são indicativos de nenhum problema, pois são respaldadas e até reforçadas por nosso ambiente cultural. Algumas das mais comuns, símbolos de verdadeiro azar para a pessoa, envolvem cruzar com gato preto, passar debaixo de escada, quebrar espelhos, entrar com o pé esquerdo em algum lugar, ter os pés varridos, entre outras. São manifestações de comportamentos ritualísticos comuns a toda a humanidade, que variam de cultura para cultura. Mas o importante é que elas não tomam o tempo da pessoa nem a paralisam, não se tornam algo imprescindível de fazer, sem o qual a pessoa se sentiria intensamente angustiada e ameaçada.
Por outro lado, se a pessoa passa a checar a toda hora seus sapatos, que além de estarem na posição correta precisam ficar
perfeitamente alinhados, e mesmo após checá-los continua ansiosa e agoniada, voltando a conferir outras vezes, sob pena de algo ruim acontecer por causa do desalinhamento dos calçados, deve-se desconfiar de um pensamento obsessivo. Principalmente se a pessoa chega a perder tempo com isso, a ponto de atrasar-se para o trabalho e sentir-se angustiada, quase em pânico, se não conseguir certificar-se da posição dos sapatos. Aqui podemos afirmar que já deixou de ser superstição.
Para reforçar a diferença, lembremos o caso da pessoa que não conseguia dormir em paz enquanto a porta do armário estava aberta. O pensamento que ela teve não era obsessivo, na verdade era uma idéia supersticiosa, que causou um leve incômodo. Ela levanta, sentindo-se meio boba, fecha a porta, logo esquece aquilo e volta para o sono dos justos. Agora imaginemos que, ao fechar os olhos, ela comece a ser assaltada pela idéia de que a porta não foi bem fechada. Levanta e resolve passar a chavinha que tranca a porta. Volta para a cama e... começa a duvidar se realmente passou bem a chave. Levanta, destranca e tranca de novo a porta, para se certificar. Pode ser que ela esteja passando por uma fase estressante, com problemas no trabalho, e isso se reflita em comportamentos esquisitos assim, que com certeza ela não voltará a ter. Mas, se esses pensamentos voltarem a aparecer todo o tempo e ela se sentir assustada, temendo que alguém de sua família possa morrer, e a partir daí passar a verificar freqüentemente a porta do armário, não só à noite como também de dia, já podemos cogitar num caso de pensamentos obsessivos.
Obsessões mais freqüentes
É fundamental entender que existe uma grande variedade na forma de apresentação do TOC. Assim, observamos na prática clínica que as obsessões tendem a se apresentar em alguns grupos bem característicos. Para facilitar a compreensão desse transtorno, sua identificação e possibilitar que o máximo de pessoas possam ser ajudadas no alívio do intenso sofrimento que sua vida se
tornou, minha equipe e eu elaboramos um quadro das principais e mais comuns obsessões com exemplos fáceis de visualizar. Algumas envolvem medo de contaminação, dúvidas persistentes, blasfêmias religiosas e desejos agressivos, entre outros. Vamos a elas.
Obsessão de agressão: preocupação em ferir os outros ou a si mesmo, insultar, impulsos de agredir (como vimos no exemplo do adolescente irritado com o irmão e com o colega da escola), machucar o próprio filho (como era o caso de Analice) etc.
Obsessão de contaminação: preocupação constante com sujeira, germes, contaminação por vírus e bactérias, pó, apertos de mão, medo de ser contaminado em visitas hospitalares, velórios, cemitérios etc.
A pessoa se preocupa com a possibilidade de infectar-se e adquirir doenças como Aids, pneumonia asiática e leptospirose, entre outras. É claro que existe a possibilidade de contrair tais doenças, e é essa possibilidade que nos motiva a usar camisinha e evitar andar descalços por águas de aspecto sujo. Por outro lado, essa preocupação deixa de ser normal quando evitamos apertar as mãos das pessoas por medo de pegar Aids ou corremos loucamente de todo e qualquer cachorro, pois ele poderia ter brigado com um gato, que poderia ter brigado com um rato, que poderia ser transmissor da leptospirose. Como uma pessoa com pensamentos obsessivos exagera todas as probabilidades catastróficas, ela pode até deixar de sair de casa, uma vez que, seguindo esse raciocínio tortuoso, qualquer um poderia transmitir Aids e outras doenças fatais (só de estar no mesmo recinto que ela) e qualquer cachorro poderia carregar microorganismos causadores de doenças infecciosas, representando um risco mesmo se estiver passando do outro lado da rua.
Obsessão de conteúdo sexual: pensamentos persistentes de fazer sexo com pessoas impróprias ou em situações estranhas, pensamentos obscenos, imagens pornográficas recorrentes, impulsos incestuosos. Há casos em que o indivíduo evita sair de casa porque teme ficar olhando para a região genital das pessoas com
quem se encontra na rua ou fazer propostas indecorosas em voz alta a qualquer pessoa atraente que cruze seu caminho.
Obsessão de armazenagem e poupança: idéia fixa em colecionar ou não se desfazer de vários tipos de objeto. A pessoa não quer se desfazer de nada por achar que tudo poderá ser útil no futuro (embalagens, papéis velhos, jornais, revistas, tampinhas de refrigerantes etc.).
Obsessão de caráter religioso: pensamentos recorrentes de escrupulosidade, blasfêmias, pecado, certo/errado, de falar obscenidades na igreja. Como exemplos, podemos citar a criança que, após ter iniciado seu aprendizado em inglês, passou a ter pensamentos obsessivos de que God também é Dog, ou a mulher que não consegue parar de pensar que a imagem de São Sebastião, seminu e preso a uma tora de madeira, é bastante sensual.
Luciana, uma professora de 26 anos, conta os insistentes pensamentos que tinha quando se reunia com o grupo jovem de sua igreja:
Quando eu passava em frente ao altar onde havia uma imagem de Jesus crucificado, com apenas um pano enrolado em seu corpo, ficava tendo pensamentos se ele era como a gente, se ele tinha pênis, se fazia xixi... Aí, para meu desespero, me vinham todas aquelas imagens, ele fazendo xixi e ”sacudindo” depois, como os caras fazem. Ou com o que ele se limpava, se ficava com resto de comida entre os dentes... Desse pensamento já vinha outro: se ele comia fazendo barulho. Esses pensamentos me perseguiam, e eu ficava esperando pelo castigo que pudesse acontecer. A culpa ainda era maior porque eu não conseguia confessar isso ao padre, e eu achava que tinha obrigação de falar tudo. O que lembro é que ficava repetindo pra mim mesma: ”Perdão, meu Deus; perdão, meu Deus; perdão, meu Deus; perdão, meu Deus...”, uma infinidade de vezes.
Agora que estou melhorando, só penso de vez em quando assim: ”Obrigada, meu Deus; obrigada, meu Deus”. Mas meu terapeuta me dá altas broncas, diz que basta uma vez. Sei que ele está certo, mas esses pensamentos são mais teimosos que mula empacada.
Obsessão de simetria: idéias constantes de exatidão ou alinhamento de objetos, roupas, decoração etc. A pessoa tem uma sensação vaga de que é ”errado” ou ”incômodo” ver coisas desarrumadas e desalinhadas.
Obsessão somática: preocupação excessiva com doenças. Como as pessoas que sentem alguma dor no peito e já começam a pensar obsessivamente em alguma cardiopatia grave ou que sentem uma dor abdominal e têm pensamentos obsessivos de estar com um tumor intestinal.
Obsessão ligada a dúvidas: preocupação constante com o fato de não confiar em si mesmo, como não ter certeza se fez algo direito ou questionar-se se realmente realizou determinada tarefa (fechar a janela, deixar uma encomenda etc.).
Quem tem esse tipo de pensamento não consegue confiar em nada e precisa certificar-se repetidas vezes de que está tudo bem. Podemos citar como exemplo aquelas pessoas que checam várias vezes as fechaduras das portas e as bocas do fogão. Mesmo que já as tenham verificado algumas vezes, a dúvida persiste e elas não conseguem acreditar em si mesmas, começam a pensar que se enganaram ou não foram cuidadosas o suficiente — e, pronto, lá vão mais uma vez checar tudo de novo.
Essas checagens podem se repetir dezenas de vezes, impedindo a pessoa de ter uma boa noite de sono ou fazer outras coisas e causando atrasos e transtornos em sua vida cotidiana.
Afinal, imaginemos o tempo que ela perde quando está saindo de casa para o trabalho e se atrasa porque retornou inúmeras vezes para conferir se realmente a porta estava fechada... Os pensamentos obsessivos envolvidos aqui são de cunho catastrófico. Checar a porta serve para certificar-se de que nenhum ladrão invadirá a casa e verificar os botões do fogão serve para garantir-se de que a casa não vai explodir.
Pessoas com pensamentos obsessivos nem sempre têm mais de um tipo deles. Algumas costumam ter apenas de determinado tipo, que sempre estará relacionado a seus maiores medos e dúvidas. E é comum que o conteúdo dos pensamentos obsessivos
mude ao longo do tempo, passando por períodos de enfraquecimento e de intensificação.
Uma coisa muito importante que precisamos saber é que o fato de ter tais pensamentos não significa que seremos capazes de concretizá-los. Na verdade, eles se tornam obsessivos e nos perseguem justamente porque nos sentimos tão desconfortáveis e culpados de tê-los. Uma pessoa com obsessões agressivas sofre exatamente porque considera condenáveis a agressão e o conflito. Ela se sente tão mal com esses pensamentos e luta tanto para afastá-los da cabeça que acaba por tê-los repetidas vezes, apesar de saber que é incapaz de fazer mal a quem quer que seja.
O problema é que essa pessoa supervaloriza a importância dos pensamentos, a ponto de considerar que é tão grave tê-los quanto praticá-los, quando sabemos que do pensar ao agir há uma distância muito grande. Nesse ponto, o conceito religioso de que ”se peca mesmo em pensamento” é um desserviço à humanidade. Uma idéia como essa fará sofrer muito mais as pessoas que tendem a ter pensamentos obsessivos do que as efetivamente inescrupulosas, que não estão ”nem aí” se estão pecando e se o que fazem é certo ou errado.
O que é certo ou errado é algo que preocupa muito as pessoas que tendem a ter pensamentos obsessivos. Elas costumam ser conscienciosas, responsáveis, perfeccionistas e preocupadas com o bem-estar dos outros. Por isso sofrem tanto ao ter pensamentos que consideram tão alheios a si próprias e temem intensamente que o fato de tê-los poderá levá-las a causar dano a alguém. Na verdade, a pessoa com pensamentos obsessivos deveria se preocupar menos com eles e não lhes dar tanto crédito, pois não são eles que vão dizer o que ela é, e sim suas ações.
Fixação, seus olhos no retrato
Fixação, mera assombração
Fixação, fantasmas no meu quarto.
”Fixação” Kid Abelha
QUEM PENSA DEMAIS VIRA FILÓSOFO OU SOFRE: A QUESTÃO DAS OBSESSÕES
Muitos de nós sentimos um leve incômodo quando deparamos com um sapato virado de cabeça para baixo. É quase impossível que não nos venha à cabeça a idéia de que algo pode acontecer com nossa mãe. Embora achemos ridículo e deixemos o sapato virado do mesmo jeito, o próximo pensamento que pode nos assaltar é o de culpa, de que não nos importamos com nossa mãe, afinal estamos dando mais importância ao raciocínio lógico do que ao significado do famigerado sapato de sola para o ar. Por fim, com um resignado ”tá bom, não custa nada”, acabamos desvirando o sapato e explicamos para nós mesmos, a título de consolo, que isso não passa de ”desencargo de consciência”.
Na hora de dormir, podemos passar de novo por uma situação parecida se percebermos que a porta do armário está aberta. A gente não quer sair debaixo da coberta, mas de vez em quando espicha o olho e dá de cara com a porta escancarada e tudo escuro lá dentro do armário. O que nos faz ficar espionando a inocente fresta é a lembrança de que ”porta de armário aberta chama...”. Mas você não quer pensar na palavra e nem espera para concluir a frase. Sai do aconchego, levanta-se, fecha a porcaria da porta e convence a si mesmo que o motivo que o levou a fazer isso é impedir que entrem baratas em seu armário.
O fato é que sempre estamos imersos em numerosos pensamentos. Pensamentos bons, pensamentos ruins, bobos, grandiosos, de todos os tipos. Muitas vezes nem estamos conscientes deles, mas nós os temos o tempo todo. E é comum também termos pensamentos que nos incomodam, pois não condizem com nosso modo de ser, de pensar e de agir. Assim, acreditamos que não deveríamos tê-los ou que é errado tê-los, como se isso fosse indicativo de alguma falha de caráter sufocada ou de que temos um ”lado negro” escondido. Por exemplo, imaginar-se enchendo de algodão a boca de seu irmãozinho recém-nascido que não pára de berrar é um pensamento que pode vir a sua cabeça se você é um
adolescente impaciente que precisa acordar cedo no dia seguinte e ainda por cima não perdoa os pais por tê-lo desbancado da posição de caçula.
É normal virem esses pensamentos doidos a nossa cabeça de vez em quando, meio agressivos, meio catastróficos, dando representação a nossos medos mais escondidos ou, no caso acima, não assumidos desejos de ”vingança”. O problema está em imaginar que não deveríamos tê-los de modo algum, que é proibido tê-los ou que eles podem trazer conseqüências funestas, tornando-se realidade. Se pensamos assim, o tiro sai pela culatra: quanto mais evitamos tais pensamentos ou nos preocupamos com eles, mais presentes e insistentes eles se tornam em nossa mente. Não querer pensar em algo já nos faz pensar neste algo. E, por dar tal importância a esses pensamentos, aumentamos muito o risco de tê-los repetidamente. Se existisse um ditado para isso, poderia ser algo assim: ”Quem seus pensamentos espanta, mais os acalanta”.
Para testar esse ditado, você pode fazer o seguinte: feche os olhos e durante trinta segundos force-se a pensar em um camelo no deserto (você pode acrescentar palmeiras, cactos, pirâmides, mas o importante é o camelo). Obrigue-se a pensar só no camelo. Pode ser que durante esses trinta segundos outros pensamentos tenham invadido sua mente, isso é natural. Mas não deve ter sido tão difícil. Agora faça de forma diferente: feche os olhos e, durante trinta segundos, pense em qualquer coisa, menos no camelo. É proibido pensar no camelo.
Desta vez você sentirá que foi mais difícil. Só pelo fato de tentar afastar o pensamento do camelo, acabamos sem querer tornando-o mais intrusivo e persistente.
Foi o que aconteceu com Amaro, administrador de empresas de 49 anos, quando tentava afastar o pensamento do... Bem, ele vai partilhar conosco sua experiência:
Quando eu era adolescente, ficava supernervoso quando começava a tocar ”Sympathy for the devil” — algo como afinidade pelo demônio ou simpatia pelo demônio —, música dos Rolling Stones.
Na época eu estava completando o catecismo e achava terrível ouvir uma música daquelas. Mas não ficou só aí. Depois passei a ter medo de simplesmente pensar na música e cheguei a um ponto em que qualquer outra coisa me remetia a devil, como ver uma luz vermelha ou algum bicho que tivesse chifres. Daí, já tinha virado um martírio se eu visse um carro freando e se acendesse uma luz vermelha ou se, na TV, passasse algum desenho ou reportagem com animais.
E esses são só alguns exemplos, porque muitas outras coisas mais eu associava àquela imagem, como o número 5, por causa do tal do pentagrama, A estrela de cinco pontas é um símbolo místico:com a ponta virada para cima, representa o bem;com a ponta virada para baixo, simboliza o mal... Adivinha em qual eu pensava? Olha que viagem! E, cada vez que me vinha à cabeça, e isso acontecia toda hora — porque descobri que, quanto mais a gente tenta não pensar, mais a gente pensa —, eu tinha de repetir mentalmente os nomes de alguns anjos: Gabriel, Miguel, Rafael... Eu achava que ia acontecer alguma coisa ruim, mas, puxa, ruim era passar por aquilo. Agora estou tranqüilo em relação a isso e — quer saber de uma coisa? — encho a boca quando vou mandar alguém ”para o diabo que o carregue”.
Idéias indesejáveis invadem nossa mente
O ser humano tem, em maior ou menor medida, a necessidade de manter as coisas sob controle, ainda que minimamente. Muitas coisas, porém, estão fora de nosso controle — e o conteúdo de nossos pensamentos é uma delas. Engajar-se numa luta inglória com derrota garantida é caminhar a passos largos para o desconforto e até para o adoecimento. Quando tentamos manter estrito controle sobre nossos pensamentos, estamos nos expondo ao risco de vê-los transformados em obsessões.
Para que os pensamentos sejam considerados obsessivos, eles devem ser desagradáveis, intrusivos, indesejáveis e repetitivos. Quem os tem não os quer e, embora saiba que jamais concordaria com o conteúdo desses pensamentos obsessivos ou faria o que eles sugerem, sente uma pesada culpa por tê-los. Como exemplo, poderíamos pensar naquele adolescente enciumado do
irmãozinho de que falamos há pouco, que ainda por cima é alvo de chacota no colégio por parte de um colega que adora pegar no seu pé. Pode passar pela cabeça dele que seria melhor que esse colega estivesse morto ou como seria glorioso jogá-lo escada abaixo. Pensamento tétrico, não? O adolescente talvez sinta um pouco de alívio de suas frustrações fantasiando sua vingança espetacular e depois se desligar daquilo e voltar a sua rotina sem maiores problemas. Mas ele também pode começar a remoer a preocupação de que, se está pensando naquilo, é porque talvez seja mesmo capaz de fazer aquilo. A partir daí, pode tentar fazer um esforço tremendo para não voltar mais a pensar naquilo e, pior, desenvolver comportamentos como evitar subir ou descer a escada junto com seu desafeto.
Há uma distância muito grande entre pensar, fantasiar e realmente fazer. Se ele de fato fosse um adolescente com desvio de conduta, já estaria planejando e implementando sua vingança — como infelizmente vimos acontecer naquele massacre de estudantes e professores feito por dois alunos da escola Columbine, numa cidade do Colorado, Estados Unidos, em 1999, tema do documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore —, e não se preocupando, sentindo-se envergonhado e culpado por ter esses pensamentos, evitando até se aproximar do colega por medo de fazer-lhe algum mal.
No entanto, pelo sofrimento e pelo desconforto que trazem, causando até alterações no comportamento do adolescente, podemos dizer que esses pensamentos já adquiriram um caráter obsessivo. O jovem sente angústia e culpa ao tê-los, pois são desagradáveis e vão contra o que considera correto. São repetitivos, intrusivos e causam tremenda ansiedade. Quanto mais ele luta para não tê-los, mais os tem, e acaba se sentindo na obrigação de mudar seu comportamento para aliviar a angústia que sente.
Isso precisa ficar bem claro: é a partir desse ponto que se pode dizer que esse pensamento deixou de ser um daqueles pensamentos doidos e pouco usuais que todo mundo tem para transformar-se num pensamento obsessivo, que traz grande apreensão.
Um dos pensamentos obsessivos que provocam mais sofrimento é aquele cujo conteúdo envolve ferir alguém a quem amamos. A arquiteta Analice, de 36 anos, nos relata seu problema:
Eu já era um pouquinho ”sistemática” desde nova... Gostava das coisas bem guardadinhas e alinhadas. Depois que tive o Pedro, minha mania de só fechar as gavetas de talheres quando eles estivessem arrumadinhos piorou bastante. Mas meu martírio mesmo começou quando passei a pensar que, se fechasse a gaveta e alguma faca se deslocasse lá dentro, seria capaz de pegá-la e ferir meu filho. O mais desesperador é que sempre fui uma mãe paciente, super apaixonada por meu filho, que foi um bebê bem tranqüilo. Como, quando eu fechava a gaveta das facas, não conseguia ter certeza de que nenhuma faca tinha saído do lugar lá dentro, ficava abrindo e fechando a gaveta muitas vezes, porque, se não fizesse isso, me vinha à mente minha imagem, com a faca na mão, ferindo meu filho. Era horrível, horrível!
Hoje em dia ele é adolescente e não pára de fazer chacota desde que soube dessa história. De vez em quando ele me chama de Mamãe Jason. Mas quer saber? Agora que já estou livre disso também me junto a ele e dou boas gargalhadas.
Os pensamentos obsessivos estão intimamente relacionados com o medo. No entanto, o medo é um sentimento natural e saudável, cuja função é nos resguardar de maiores problemas. É bom que tenhamos medo de atravessar a rua com o sinal aberto para os carros, por razões óbvias. É esse medo que nos impede de arriscar nossa vida em um trânsito caótico, povoado de motoristas alucinados. Mas ter receio de sair de casa e andar na calçada por causa da remota probabilidade de ser atropelado no portão do próprio prédio é entregar-se a um medo irracional e infundado, que limita nossos movimentos e cerceia nossa liberdade de ação. Nesse caso, o medo deixa de ser útil e passa a ser irreal e nocivo. Não serve mais à função de proteção e ainda nos faz o desfavor de entravar nossa vida.
A pessoa que tem pensamentos obsessivos sofre deste último tipo de medo. Portanto, não podemos confundir as obsessões com medos comuns. Os medos da pessoa obsessiva podem ser semelhantes aos medos comuns e plausíveis, como o medo de bater o carro, mas ganham uma dimensão muito mais ampla se são erroneamente avaliados pela pessoa como tendo probabilidade muito maior de ocorrer, a ponto de fazer com que ela evite não só dirigir como entrar em qualquer veículo. A pessoa obsessiva pode também ter pensamentos e medos que consideramos bizarros, como o de ter engolido uma agulha quando estava pregando um botão. Ela sabe que não a engoliu, pois isso é impossível, mas ainda assim fica atormentada com a repetição desse pensamento, ganhando um medo irracional de lidar com quaisquer instrumentos de costura.
Superstições versus obsessões
Uma coisa importante é diferenciar as obsessões das superstições. No início deste capítulo descrevi dois casos típicos de superstições em nossa cultura apenas com o intuito de demonstrar como é comum que nos preocupemos com o significado que damos às coisas, com o que pensamos delas e como isso pode influenciar nosso comportamento. Contudo, as superstições não são indicativos de nenhum problema, pois são respaldadas e até reforçadas por nosso ambiente cultural. Algumas das mais comuns, símbolos de verdadeiro azar para a pessoa, envolvem cruzar com gato preto, passar debaixo de escada, quebrar espelhos, entrar com o pé esquerdo em algum lugar, ter os pés varridos, entre outras. São manifestações de comportamentos ritualísticos comuns a toda a humanidade, que variam de cultura para cultura. Mas o importante é que elas não tomam o tempo da pessoa nem a paralisam, não se tornam algo imprescindível de fazer, sem o qual a pessoa se sentiria intensamente angustiada e ameaçada.
Por outro lado, se a pessoa passa a checar a toda hora seus sapatos, que além de estarem na posição correta precisam ficar
perfeitamente alinhados, e mesmo após checá-los continua ansiosa e agoniada, voltando a conferir outras vezes, sob pena de algo ruim acontecer por causa do desalinhamento dos calçados, deve-se desconfiar de um pensamento obsessivo. Principalmente se a pessoa chega a perder tempo com isso, a ponto de atrasar-se para o trabalho e sentir-se angustiada, quase em pânico, se não conseguir certificar-se da posição dos sapatos. Aqui podemos afirmar que já deixou de ser superstição.
Para reforçar a diferença, lembremos o caso da pessoa que não conseguia dormir em paz enquanto a porta do armário estava aberta. O pensamento que ela teve não era obsessivo, na verdade era uma idéia supersticiosa, que causou um leve incômodo. Ela levanta, sentindo-se meio boba, fecha a porta, logo esquece aquilo e volta para o sono dos justos. Agora imaginemos que, ao fechar os olhos, ela comece a ser assaltada pela idéia de que a porta não foi bem fechada. Levanta e resolve passar a chavinha que tranca a porta. Volta para a cama e... começa a duvidar se realmente passou bem a chave. Levanta, destranca e tranca de novo a porta, para se certificar. Pode ser que ela esteja passando por uma fase estressante, com problemas no trabalho, e isso se reflita em comportamentos esquisitos assim, que com certeza ela não voltará a ter. Mas, se esses pensamentos voltarem a aparecer todo o tempo e ela se sentir assustada, temendo que alguém de sua família possa morrer, e a partir daí passar a verificar freqüentemente a porta do armário, não só à noite como também de dia, já podemos cogitar num caso de pensamentos obsessivos.
Obsessões mais freqüentes
É fundamental entender que existe uma grande variedade na forma de apresentação do TOC. Assim, observamos na prática clínica que as obsessões tendem a se apresentar em alguns grupos bem característicos. Para facilitar a compreensão desse transtorno, sua identificação e possibilitar que o máximo de pessoas possam ser ajudadas no alívio do intenso sofrimento que sua vida se
tornou, minha equipe e eu elaboramos um quadro das principais e mais comuns obsessões com exemplos fáceis de visualizar. Algumas envolvem medo de contaminação, dúvidas persistentes, blasfêmias religiosas e desejos agressivos, entre outros. Vamos a elas.
Obsessão de agressão: preocupação em ferir os outros ou a si mesmo, insultar, impulsos de agredir (como vimos no exemplo do adolescente irritado com o irmão e com o colega da escola), machucar o próprio filho (como era o caso de Analice) etc.
Obsessão de contaminação: preocupação constante com sujeira, germes, contaminação por vírus e bactérias, pó, apertos de mão, medo de ser contaminado em visitas hospitalares, velórios, cemitérios etc.
A pessoa se preocupa com a possibilidade de infectar-se e adquirir doenças como Aids, pneumonia asiática e leptospirose, entre outras. É claro que existe a possibilidade de contrair tais doenças, e é essa possibilidade que nos motiva a usar camisinha e evitar andar descalços por águas de aspecto sujo. Por outro lado, essa preocupação deixa de ser normal quando evitamos apertar as mãos das pessoas por medo de pegar Aids ou corremos loucamente de todo e qualquer cachorro, pois ele poderia ter brigado com um gato, que poderia ter brigado com um rato, que poderia ser transmissor da leptospirose. Como uma pessoa com pensamentos obsessivos exagera todas as probabilidades catastróficas, ela pode até deixar de sair de casa, uma vez que, seguindo esse raciocínio tortuoso, qualquer um poderia transmitir Aids e outras doenças fatais (só de estar no mesmo recinto que ela) e qualquer cachorro poderia carregar microorganismos causadores de doenças infecciosas, representando um risco mesmo se estiver passando do outro lado da rua.
Obsessão de conteúdo sexual: pensamentos persistentes de fazer sexo com pessoas impróprias ou em situações estranhas, pensamentos obscenos, imagens pornográficas recorrentes, impulsos incestuosos. Há casos em que o indivíduo evita sair de casa porque teme ficar olhando para a região genital das pessoas com
quem se encontra na rua ou fazer propostas indecorosas em voz alta a qualquer pessoa atraente que cruze seu caminho.
Obsessão de armazenagem e poupança: idéia fixa em colecionar ou não se desfazer de vários tipos de objeto. A pessoa não quer se desfazer de nada por achar que tudo poderá ser útil no futuro (embalagens, papéis velhos, jornais, revistas, tampinhas de refrigerantes etc.).
Obsessão de caráter religioso: pensamentos recorrentes de escrupulosidade, blasfêmias, pecado, certo/errado, de falar obscenidades na igreja. Como exemplos, podemos citar a criança que, após ter iniciado seu aprendizado em inglês, passou a ter pensamentos obsessivos de que God também é Dog, ou a mulher que não consegue parar de pensar que a imagem de São Sebastião, seminu e preso a uma tora de madeira, é bastante sensual.
Luciana, uma professora de 26 anos, conta os insistentes pensamentos que tinha quando se reunia com o grupo jovem de sua igreja:
Quando eu passava em frente ao altar onde havia uma imagem de Jesus crucificado, com apenas um pano enrolado em seu corpo, ficava tendo pensamentos se ele era como a gente, se ele tinha pênis, se fazia xixi... Aí, para meu desespero, me vinham todas aquelas imagens, ele fazendo xixi e ”sacudindo” depois, como os caras fazem. Ou com o que ele se limpava, se ficava com resto de comida entre os dentes... Desse pensamento já vinha outro: se ele comia fazendo barulho. Esses pensamentos me perseguiam, e eu ficava esperando pelo castigo que pudesse acontecer. A culpa ainda era maior porque eu não conseguia confessar isso ao padre, e eu achava que tinha obrigação de falar tudo. O que lembro é que ficava repetindo pra mim mesma: ”Perdão, meu Deus; perdão, meu Deus; perdão, meu Deus; perdão, meu Deus...”, uma infinidade de vezes.
Agora que estou melhorando, só penso de vez em quando assim: ”Obrigada, meu Deus; obrigada, meu Deus”. Mas meu terapeuta me dá altas broncas, diz que basta uma vez. Sei que ele está certo, mas esses pensamentos são mais teimosos que mula empacada.
Obsessão de simetria: idéias constantes de exatidão ou alinhamento de objetos, roupas, decoração etc. A pessoa tem uma sensação vaga de que é ”errado” ou ”incômodo” ver coisas desarrumadas e desalinhadas.
Obsessão somática: preocupação excessiva com doenças. Como as pessoas que sentem alguma dor no peito e já começam a pensar obsessivamente em alguma cardiopatia grave ou que sentem uma dor abdominal e têm pensamentos obsessivos de estar com um tumor intestinal.
Obsessão ligada a dúvidas: preocupação constante com o fato de não confiar em si mesmo, como não ter certeza se fez algo direito ou questionar-se se realmente realizou determinada tarefa (fechar a janela, deixar uma encomenda etc.).
Quem tem esse tipo de pensamento não consegue confiar em nada e precisa certificar-se repetidas vezes de que está tudo bem. Podemos citar como exemplo aquelas pessoas que checam várias vezes as fechaduras das portas e as bocas do fogão. Mesmo que já as tenham verificado algumas vezes, a dúvida persiste e elas não conseguem acreditar em si mesmas, começam a pensar que se enganaram ou não foram cuidadosas o suficiente — e, pronto, lá vão mais uma vez checar tudo de novo.
Essas checagens podem se repetir dezenas de vezes, impedindo a pessoa de ter uma boa noite de sono ou fazer outras coisas e causando atrasos e transtornos em sua vida cotidiana.
Afinal, imaginemos o tempo que ela perde quando está saindo de casa para o trabalho e se atrasa porque retornou inúmeras vezes para conferir se realmente a porta estava fechada... Os pensamentos obsessivos envolvidos aqui são de cunho catastrófico. Checar a porta serve para certificar-se de que nenhum ladrão invadirá a casa e verificar os botões do fogão serve para garantir-se de que a casa não vai explodir.
Pessoas com pensamentos obsessivos nem sempre têm mais de um tipo deles. Algumas costumam ter apenas de determinado tipo, que sempre estará relacionado a seus maiores medos e dúvidas. E é comum que o conteúdo dos pensamentos obsessivos
mude ao longo do tempo, passando por períodos de enfraquecimento e de intensificação.
Uma coisa muito importante que precisamos saber é que o fato de ter tais pensamentos não significa que seremos capazes de concretizá-los. Na verdade, eles se tornam obsessivos e nos perseguem justamente porque nos sentimos tão desconfortáveis e culpados de tê-los. Uma pessoa com obsessões agressivas sofre exatamente porque considera condenáveis a agressão e o conflito. Ela se sente tão mal com esses pensamentos e luta tanto para afastá-los da cabeça que acaba por tê-los repetidas vezes, apesar de saber que é incapaz de fazer mal a quem quer que seja.
O problema é que essa pessoa supervaloriza a importância dos pensamentos, a ponto de considerar que é tão grave tê-los quanto praticá-los, quando sabemos que do pensar ao agir há uma distância muito grande. Nesse ponto, o conceito religioso de que ”se peca mesmo em pensamento” é um desserviço à humanidade. Uma idéia como essa fará sofrer muito mais as pessoas que tendem a ter pensamentos obsessivos do que as efetivamente inescrupulosas, que não estão ”nem aí” se estão pecando e se o que fazem é certo ou errado.
O que é certo ou errado é algo que preocupa muito as pessoas que tendem a ter pensamentos obsessivos. Elas costumam ser conscienciosas, responsáveis, perfeccionistas e preocupadas com o bem-estar dos outros. Por isso sofrem tanto ao ter pensamentos que consideram tão alheios a si próprias e temem intensamente que o fato de tê-los poderá levá-las a causar dano a alguém. Na verdade, a pessoa com pensamentos obsessivos deveria se preocupar menos com eles e não lhes dar tanto crédito, pois não são eles que vão dizer o que ela é, e sim suas ações.
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É um capítulo importante sobre a parte obcessiva do TOC. Será que dá pra ser filósofa e ao mesmo tempo ter pensamentos intrusivos do TOC? Sei lá! Só sei que eu penso de mais...
Espero que seja esclarecedor. E lembro, quem quiser o livro me mande o e-mail com o pedido que eu enviarei assim que tiver um tempinho. Bjs!
Voltando...
Olá, pessoal! Fiquei um pouco afastada devido a correria da vida... Estou feliz, tive um final de semana muito bom, mas depois estive meio ruinzinha, mas já melhorei. Quanto ao TOC foi tomado por pensamentos que agora só pensam em duas coisas: em um menino, e na possibilidade deu estar com um tumor na hipófise. Mas só saberei mesmo depois do exame que já está marcado, mas vcs sabem como é, quem tem TOC sempre se preocupa de mais com o futuro, com o passado, ao invés de viver o presente, eu sou assim, fico imaginando o futuro e esqueço da vida. Mas a correria também acaba me deixando doida, pois se não estou pensando eu estou ocupadíssima, loucura total na faculdade, e no trabalho social que eu faço. Além de digitar as provas do colégio em que dou aula. Beijos pra todos e vou procurar um trecho do livro pra colocar aqui. Ana Beatriz Barbosa é simplesmente demais!!! Bjs!
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