Depois de 1 ano aproximadamente, consegui rever meus amigos da Riostoc. E fui a um encontrão desde cedo com os jovens do facebook, foi muito bom, adorei conversar com todos, mas principalmente com meus amigos Leandro e Mari, foi revitalizante, revi a Roberta, nem acredito... Mas agora não vejo a hora de chegar o próximo sábado para que eu conheça minha nova psicóloga. Não vejo a hora de não estar mais sozinha com meus pensamentos, espero permanecer firme até lá, mesmo com as adversidades do meu dia-a-dia... Quero que a Carla tenha orgulho de mim, e não que fique triste comigo, quero permanecer bem, não gosto de me sentir a errada, mesmo que me digam que não há o certo e o errado, mas meu perfeccionismo não se cansa de buscar a perfeição absoluta, isso é muito chato, pois só me faz sofrer, me frustro o tempo todo e isso para mim ainda é catastrófico. Quero aqui por uma imagem que gostaria de compartilhar, e digo, me identifico em tudo que está escrito neste quadro.
Resumindo, é isso!
Obrigada pela atenção! Por favor deixe um comentário, estou triste que as pessoas não comentam mais aqui no blog, apenas as vezes falam por e-mail ou pelas comunidades do face, quero que fique registrado aqui pelo menos quem leu, dizendo algo simples, tipo "Ok eu li", "Bom, concordei", "continue firme", coisas assim desse tipo...
Ah agora preciso trabalhar algumas coisitas mais que ficaram faltando, principalmente o colecionismo, morro de medo de me tornar uma acumuladora como os que vejo na TV, pois não me sinto preparada para morar sozinha, acho que em um mês eu loaria um cômodo inteiro se eu morasse só, e em um ano teria que viver do lado de fora da casa... Quero fazer o enfrentamento de me livrar de certas coisas, mas não tenho coragem de dar este passo sozinha, por isso preciso de ajuda para permanecer em caminhada, não quero ficar paralisada, quero viver de verdade.
Beijos! <3 p="p">
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sábado, 29 de setembro de 2012
sábado, 7 de maio de 2011
Perguntas e Respostas sobre TOC
TOC: Perguntas mais frequentes
John Greist
Professor de Psiquiatria Clínica, Universidade de Wisconsin; Comitê Científico da Fundação Internacional do
TOC
Maggie Baudhuin, MLS
Coordenadora, Instituto de Medicina em Madison
Quão comum é o TOC?
As nossas estimativas mais precisas indicam que 1 adulto entre 100 atualmente tenha TOC – o que seria entre 2 e 3 milhões de adultos nos Estados Unidos¹ ². Isto é aproximadamente o mesmo número de pessoas que vive na cidade de Houston, Texas. Há também, pelo menos, uma criança ou jovem entre 200 – ou seja, 500.000 – que tem TOC. Isto é um número parecido com o de crianças que tem diabetes. Isto significa que quatro ou cinco crianças com TOC poderiam estar matriculadas em qualquer escola de ensino básico de tamanho médio. Em uma escola de ensino médio de tamanho médio a grande poderiam existir 20 estudantes enfrentando os desafios causados pelo TOC³. O TOC afeta igualmente homens, mulheres e crianças de todas as raças e origens.
Em que idade o TOC começa a se manifestar?
O TOC pode começar a se manifestar a qualquer momento,
desde o jardim de infância até a idade adulta. Apesar do TOC poder ocorrer em idades precoces, existem duas faixas de idade em que o TOC geralmente se apresenta pela primeira vez. A primeira faixa é entre os 10 e os 12 anos, e a segunda faixa entre o final da juventude e o início da idade adulta.
O TOC é herdado geneticamente?
As pesquisas mostram que o TOC se manifesta entre familiares, sim, e que a genética provavelmente tem uma certa influência. Porém, parece que a genética só tem uma parte da responsabilidade de causar o transtorno. Ninguém sabe ao certo quais outros fatores poderiam estar envolvidos; talvez uma doença ou até o estresse comum do dia-a-dia possam induzir a atividade de genes associados aos sintomas do TOC.
Alguns especialistas acreditam que o TOC que começa na infância pode ser diferente do TOC que começa a se manifestar na idade adulta. Uma recente revisão de estudos com gêmeos³ mostrou que os genes tem uma participação maior quando o TOC começa na infância (45-65%), comparado ao TOC que começa na idade adulta (27-47%).
O TOC é um transtorno cerebral?
Pesquisas indicam que o TOC envolve problemas na comunicação entre a parte frontal do cérebro e estruturas
mais profundas. Estas estruturas cerebrais usam um mensageiro químico chamado serotonina. Imagens do
cérebro em atividade mostram também que, em algumas pessoas, os circuitos cerebrais envolvidos no TOC ficavam mais normais ou com medicamentos baseados em serotonina ou então com a terapia cognitivocomportamental
(TCC). Para mais informações sobre a técnica de TCC mais eficaz para o TOC, chamada de Exposição e Prevenção da
Resposta, vá para a página 8. Não existem exames laboratoriais ou de imagens do cérebro para diagnosticar o TOC. O diagnóstico é feito com base nas observação e avaliação dos sintomas da pessoa.
Quais são os obstáculos mais comuns para um tratamento eficaz?
Estudos mostram que as pessoas levam, em média, de 14 a 17 anos entre o momento em que o TOC começa até conseguirem um tratamento apropriado.
• Algumas pessoas optam por ocultar os seus sintomas, muitas vezes por medo de constrangimentos ou do estigma. Por conseguinte, muitas pessoas com TOC só procuram ajuda de um profissional da área da saúde mental muitos anos depois do começo dos sintomas.
• Até recentemente, havia menos consciência pública sobre o TOC, então muitas pessoas simplesmente não sabiam que os seus sintomas eram referentes a uma doença para a qual existe tratamento.
• A falta de treinamento apropriado de alguns profissionais da área da saúde mental com frequência leva a um diagnóstico errado. Alguns pacientes com sintomas do TOC consultam-se com vários médicos e despendem muitos anos em tratamento antes de receber o diagnóstico correto.
• Dificuldade em encontrar terapeutas nas redondezas que possam tratar o TOC efetivamente.
• Não ter condições financeiras para custear um tratamento apropriado.
Quão eficazes são os tratamentos para o TOC?
O melhor tratamento para a maioria das pessoas com TOC deveria incluir um ou mais dos seguintes quatro pontos: uma intervenção de TCC chamada Exposição e Prevenção da Respostas (ver página 8), um terapeuta com o devido treinamento (ver página 9), medicação (ver páginas 10-12), e o treinamento da família no sentido desta poder apoiar (ver páginas 14-15). A maioria dos estudos mostra que, em média, cerca de 70% dos pacientes com TOC beneficia-se ou de uma medicação ou então da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Os pacientes que respondem a uma
medicação geralmente mostram uma redução nos sintomas do TOC na medida de 40 a 60%, enquanto que os que respondem à TCC frequentemente registram uma redução nos sintomas do TOC na medida de 60 a 80%. No entanto, os medicamentos tem que ser tomados regulamente, e os pacientes devem participar ativamente da TCC para que estes tratamentos funcionem. Infelizmente, estudos mostram que pelo menos 25% dos pacientes com TOC recusam a TCC, e tanto quanto a metade dos pacientes com TOC abandonam os medicamentos devido a efeitos colaterais ou por outras razões.
¹ National Institute of Mental Health
² Ruscio AM, Stein DJ, Chiu WT, Kessler RC. “The epidemiology of obsessive-compulsive disorder in the National
Comorbidity Survey Replication.” Molecular Psychiatry. 2008 Aug 26.
³ March, J. & Benton, C. (2007). Talking Back to OCD. (pp.10-11). The Guilford Press.
Em breve mais informações aqui no blog e muito mais vídeos também...
Se você realmente está interessado em informações dê prioridade aos posts de informações e vídeos, pesquise e deixe os depoimentos meus, particulares, para ler depois... Afinal, cada pessoa é única, tendo ou não o mesmo problema... Bjs e saúde a tds!!!
John Greist
Professor de Psiquiatria Clínica, Universidade de Wisconsin; Comitê Científico da Fundação Internacional do
TOC
Maggie Baudhuin, MLS
Coordenadora, Instituto de Medicina em Madison
Quão comum é o TOC?
As nossas estimativas mais precisas indicam que 1 adulto entre 100 atualmente tenha TOC – o que seria entre 2 e 3 milhões de adultos nos Estados Unidos¹ ². Isto é aproximadamente o mesmo número de pessoas que vive na cidade de Houston, Texas. Há também, pelo menos, uma criança ou jovem entre 200 – ou seja, 500.000 – que tem TOC. Isto é um número parecido com o de crianças que tem diabetes. Isto significa que quatro ou cinco crianças com TOC poderiam estar matriculadas em qualquer escola de ensino básico de tamanho médio. Em uma escola de ensino médio de tamanho médio a grande poderiam existir 20 estudantes enfrentando os desafios causados pelo TOC³. O TOC afeta igualmente homens, mulheres e crianças de todas as raças e origens.
Em que idade o TOC começa a se manifestar?
O TOC pode começar a se manifestar a qualquer momento,
desde o jardim de infância até a idade adulta. Apesar do TOC poder ocorrer em idades precoces, existem duas faixas de idade em que o TOC geralmente se apresenta pela primeira vez. A primeira faixa é entre os 10 e os 12 anos, e a segunda faixa entre o final da juventude e o início da idade adulta.
O TOC é herdado geneticamente?
As pesquisas mostram que o TOC se manifesta entre familiares, sim, e que a genética provavelmente tem uma certa influência. Porém, parece que a genética só tem uma parte da responsabilidade de causar o transtorno. Ninguém sabe ao certo quais outros fatores poderiam estar envolvidos; talvez uma doença ou até o estresse comum do dia-a-dia possam induzir a atividade de genes associados aos sintomas do TOC.
Alguns especialistas acreditam que o TOC que começa na infância pode ser diferente do TOC que começa a se manifestar na idade adulta. Uma recente revisão de estudos com gêmeos³ mostrou que os genes tem uma participação maior quando o TOC começa na infância (45-65%), comparado ao TOC que começa na idade adulta (27-47%).
O TOC é um transtorno cerebral?
Pesquisas indicam que o TOC envolve problemas na comunicação entre a parte frontal do cérebro e estruturas
mais profundas. Estas estruturas cerebrais usam um mensageiro químico chamado serotonina. Imagens do
cérebro em atividade mostram também que, em algumas pessoas, os circuitos cerebrais envolvidos no TOC ficavam mais normais ou com medicamentos baseados em serotonina ou então com a terapia cognitivocomportamental
(TCC). Para mais informações sobre a técnica de TCC mais eficaz para o TOC, chamada de Exposição e Prevenção da
Resposta, vá para a página 8. Não existem exames laboratoriais ou de imagens do cérebro para diagnosticar o TOC. O diagnóstico é feito com base nas observação e avaliação dos sintomas da pessoa.
Quais são os obstáculos mais comuns para um tratamento eficaz?
Estudos mostram que as pessoas levam, em média, de 14 a 17 anos entre o momento em que o TOC começa até conseguirem um tratamento apropriado.
• Algumas pessoas optam por ocultar os seus sintomas, muitas vezes por medo de constrangimentos ou do estigma. Por conseguinte, muitas pessoas com TOC só procuram ajuda de um profissional da área da saúde mental muitos anos depois do começo dos sintomas.
• Até recentemente, havia menos consciência pública sobre o TOC, então muitas pessoas simplesmente não sabiam que os seus sintomas eram referentes a uma doença para a qual existe tratamento.
• A falta de treinamento apropriado de alguns profissionais da área da saúde mental com frequência leva a um diagnóstico errado. Alguns pacientes com sintomas do TOC consultam-se com vários médicos e despendem muitos anos em tratamento antes de receber o diagnóstico correto.
• Dificuldade em encontrar terapeutas nas redondezas que possam tratar o TOC efetivamente.
• Não ter condições financeiras para custear um tratamento apropriado.
Quão eficazes são os tratamentos para o TOC?
O melhor tratamento para a maioria das pessoas com TOC deveria incluir um ou mais dos seguintes quatro pontos: uma intervenção de TCC chamada Exposição e Prevenção da Respostas (ver página 8), um terapeuta com o devido treinamento (ver página 9), medicação (ver páginas 10-12), e o treinamento da família no sentido desta poder apoiar (ver páginas 14-15). A maioria dos estudos mostra que, em média, cerca de 70% dos pacientes com TOC beneficia-se ou de uma medicação ou então da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Os pacientes que respondem a uma
medicação geralmente mostram uma redução nos sintomas do TOC na medida de 40 a 60%, enquanto que os que respondem à TCC frequentemente registram uma redução nos sintomas do TOC na medida de 60 a 80%. No entanto, os medicamentos tem que ser tomados regulamente, e os pacientes devem participar ativamente da TCC para que estes tratamentos funcionem. Infelizmente, estudos mostram que pelo menos 25% dos pacientes com TOC recusam a TCC, e tanto quanto a metade dos pacientes com TOC abandonam os medicamentos devido a efeitos colaterais ou por outras razões.
¹ National Institute of Mental Health
² Ruscio AM, Stein DJ, Chiu WT, Kessler RC. “The epidemiology of obsessive-compulsive disorder in the National
Comorbidity Survey Replication.” Molecular Psychiatry. 2008 Aug 26.
³ March, J. & Benton, C. (2007). Talking Back to OCD. (pp.10-11). The Guilford Press.
Em breve mais informações aqui no blog e muito mais vídeos também...
Se você realmente está interessado em informações dê prioridade aos posts de informações e vídeos, pesquise e deixe os depoimentos meus, particulares, para ler depois... Afinal, cada pessoa é única, tendo ou não o mesmo problema... Bjs e saúde a tds!!!
terça-feira, 3 de maio de 2011
Vídeos e informações novas...
A seguir entrevista da Roberta na TV - Alerj, queria que o Jô Soares a entrevistasse, me ajudem pedindo no site do Jô para entrevistar Roberta Rocha - diretora adiministrativa da Riostoc, ela é maravgilhosa e levaria seus conhecimentos a muitas pessoas através de um programa de alta audiência... Espero que gostem dos vídeos!!!
Um pequeno trecho com informações muito boas, depois eu irei colocar mais coisas aqui:
Fundação Internacional do TOC
- A pessoa tem obsessões.
Obsessões:
- Pensamentos, imagens ou impulsos que ocorrem repetidamente, e, para o portador, parecem estar fora de seu controle.
- As idéias tomam muito tempo e interferem em atividades importantes, às quais a pessoa dá valor (ter uma vida social, ir ao trabalho, ir à escola etc.)
O que não são obcessões:
- Nem todos os comportamentos repetitivos ou “rituais” devem ser considerados compulsões. Rotinas executadas antes de dormir, práticas religiosas e aprender ou adquirir uma nova habilidade incluem a repetição contínua de uma atividade, e fazem parte do dia-a-dia e são bem-vindas.
- Comportamentos devem ser avaliados dentro de seu contexto: arrumar e organizar DVDs oito horas por dia não deve ser considerado uma compulsão se a pessoa trabalha em uma locadora de vídeos.
Um pequeno trecho com informações muito boas, depois eu irei colocar mais coisas aqui:
Fundação Internacional do TOC
O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
O que é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
Imagine que a sua mente fique presa em um determinado pensamento ou em uma determinada imagem . . .
Então este pensamento ou imagem é reproduzido em sua mente, várias vezes, repetidamente, independentemente do que você faça...
Você não quer estes pensamentos – eles parecem uma avalanche...
Junto com os pensamentos vem uma sensação intensa de ansiedade...
A ansiedade é o sistema de alerta de seu cérebro. Quando você se sente ansioso, parece que você está correndo perigo. A ansiedade é uma emoção que lhe pede para responder, reagir, se proteger, FAZER ALGUMA COISA...
Por um lado, você pode reconhecer que este medo não faz sentido ou não parece ser razoável, mas ainda assim a sensação é de que o medo é muito real, intenso e verdadeiro...
Por que o seu cérebro mentiria?
Porque você estaria vivenciando sensações se estas não são verdadeiras?
Os sentimentos não mentem...
Infelizmente, no caso de você ter TOC, os sentimentos podem mentir. Se você tiver TOC, o sistema de alerta em seu cérebro não está funcionando corretamente. O seu cérebro está lhe dizendo que você está correndo perigo, quando você não está.
Quando cientistas comparam imagens de cérebros de grupos de pessoas com TOC, eles podem observar que, na média, algumas áreas do cérebro são diferentes das áreas do cérebro de indivíduos que não tem TOC.
Os indivíduos torturados com este transtorno estão desesperadamente tentando fugir de uma ansiedade paralisante e sem fim.
Como posso saber se eu tenho TOC?
Somente terapeutas treinados podem diagnosticar o TOC.
Eles irão procurar por três coisas:
- A pessoa tem obsessões.
- Ele ou ela apresenta comportamentos compulsivos.
- As obsessões e as compulsões tomam muito tempo e interferem em atividades importantes, às quais a pessoa dá valor (trabalhar, ir à escola etc.)
Obsessões:
- Pensamentos, imagens ou impulsos que ocorrem repetidamente, e, para o portador, parecem estar fora de seu controle.
- A pessoa não quer estas idéias.
- Ele ou ela considera estas idéias indesejadas, e normalmente sabe que elas não fazem sentido.
- As idéias vêm com emoções desagradáveis como medo, nojo, dúvida, ou então a sensação de que as coisas têm que ser feitas de uma forma “correta”.- As idéias tomam muito tempo e interferem em atividades importantes, às quais a pessoa dá valor (ter uma vida social, ir ao trabalho, ir à escola etc.)
O que não são obcessões:
- É normal ter, ocasionalmente, pensamentos sobre ficar doente ou sobre a segurança das pessoas a com que as suas obsessões sumam.
Compulsões:
- Comportamentos ou pensamentos repetitivos, que a pessoa tenta neutralizar, compensar, ou então fazer falta com que as suas obsessões sumam.- Pessoas com TOC têm consciência de que isto representa somente uma solução temporária, mas por falta de uma forma melhor de lidar com o seu problema, elas acabam recorrendo à compulsão como uma saída temporária.- Podem também evitar situações que disparam as suas obsessões.
Compulsões:
- Comportamentos ou pensamentos repetitivos, que a pessoa tenta neutralizar, compensar, ou então fazer falta com que as suas obsessões sumam.- Pessoas com TOC têm consciência de que isto representa somente uma solução temporária, mas por falta de uma forma melhor de lidar com o seu problema, elas acabam recorrendo à compulsão como uma saída temporária.- Podem também evitar situações que disparam as suas obsessões.
- Consomem muito tempo e interferem em atividades importantes, às quais a pessoa dá valor (ter uma vida social, ir ao trabalho, ir à escola etc.)
O que não são compulsões…
- Comportamentos devem ser avaliados dentro de seu contexto: arrumar e organizar DVDs oito horas por dia não deve ser considerado uma compulsão se a pessoa trabalha em uma locadora de vídeos.
Obsessões comuns no TOC*
Contaminação
• Fluidos corporais (por exemplo: urina, fezes)
• Germes/doenças (por exemplo: herpes, HIV)
• Elementos contaminantes presentes no meio-ambiente (por exemplo: asbesto, radiação)
• Produtos químicos para uso doméstico (por exemplo: produtos de limpeza, solventes)
• Sujeira
Perder o controle
• Medo de agir com um impulso de se machucar
• Medo de agir com um impulso de machucar outras pessoas
• Medo de imagens violentas ou horríveis que aparecem em sua mente
• Medo de gritar insultos ou palavrões
• Medo de furtar objetos
Perfeccionismo
• Grande preocupação com simetria ou exatidão
• Grande preocupação com necessidade de saber ou lembrar
• Pensamentos ou imagens proibidos ou perversos sobre sexo
Compulsões Comuns no TOC*
• Medo de perder ou esquecer informações importantes ao jogar fora alguma coisa
• Incapacidade de decidir entre manter ou descartar objetos
• Medo de perder coisas
Dano
• Medo de ser o responsável por algo terrível que possa acontecer (por exemplo: incêndio, roubo)
• Medo de causar dano a outros por não ser cuidadoso o suficiente (por exemplo: deixar cair algo no chão no que alguém possa escorregar e se machucar)
Pensamentos indesejados sobre sexo
• Pensamentos ou imagens proibidos ou perversos sobre sexo
• Impulsos sexuais proibidos ou pervertidos direcionados a outros
• Obsessões sobre homossexualidade
• Obsessões de cunho sexual que envolvam crianças ou incesto
• Obsessões sobre comportamento sexual agressivo direcionado a outros
Obsessões de cunho religioso (também chamados de Escrupulosidade)
• Grande preocupação de ofender Deus ou blasfemar
• Preocupação excessiva com o que é certo/errado ou moralidade
Outras Obsessões
• Grande preocupação de contrair uma doença física (que não seja por contaminação, por exemplo, câncer)
• Idéias supersticiosas sobre números que dão sorte/azar, ou sobre certas cores
* Copiado/impresso com a permissão da New Harbinger Publications, Inc. Esta é uma adaptação do “Checklist
para Obsessões/Compulsões” que aparece em “Cognitive Therapy for Obsessive-Compulsive Disorder: A Guide
for Professionals” (2006), de S. Wilhelm e G. S. Steketee. http://www.newharbinger.com/
Compulsões Comuns no TOC*
Lavar e Limpar
• Lavar as mãos de forma excessiva ou de uma determinada maneira
• Tomar banho de chuveiro, tomar banho de banheira, escovar os dentes, arrumar-se, executar rotinas de higiene pessoal, tudo de forma excessiva
• Limpar objetos de uso doméstico ou outros itens, de forma excessiva
• Fazer outras coisas para prevenir ou eliminar contato com agentes contaminantes
Verificar
• Verificar se você não causou/não vai causar danos a outros
• Verificar se você não causou/não vai causar dano a si mesmo
• Verificar se nada terrível aconteceu
• Verificar se você não cometeu algum erro
• Verificar algumas partes da sua condição física ou do seu corpo
Repetir
• Reler ou reescrever
• Repetir atividades rotineiras (exemplos: entrar ou sair de portas, levantar-se ou sentar-se em cadeiras)
• Repetir movimentos corporais (exemplos: bater de leve, tocar, piscar)
• Repetir atividades em “múltiplos” (exemplos: executar uma tarefa três vezes porque três é um número “bom”, “certo”, “seguro”)
Compulsões Mentais
• Rever eventos mentalmente para prevenir danos (a si mesmo, a outros, para prevenir consequências terríveis)
• Rezar para prevenir danos (a si mesmo, a outros, para prevenir consequências terríveis)
• Contar durante a execução de uma tarefa a fim de terminar com um número “bom”, “certo”, ou “seguro”)
• “Cancelar” ou “Desfazer” (exemplo: substituir uma palavra “ruim” por uma palavra “boa” a fim de cancelar a palavra “ruim”)
Outras Compulsões
• Colecionar itens que acabam se amontoando desordenadamente em casa (também pode ser chamado de colecionismo)
• Colocar as coisas nos seus lugares ou arrumá-las até “sentir que está certo”
• Dizer algo, perguntar ou confessar a fim de reassegurar-se
• Evitar situações que possam desencadear as suas obsessões
* Copiado/impresso com a permissão da New Harbinger Publications, Inc. Esta é uma adaptação do “Checklist
para Obsessões/Compulsões” que aparece em “Cognitive Therapy for Obsessive-Compulsive Disorder: A Guide
for Professionals” (2006), de S. Wilhelm e G. S. Steketee. http://www.newharbinger.com/ Feriadão e recaídas...
Olha, aconteceu tanta coisa, que nem sei se lembro de tudo, então vou contar as coisas mais importantes, eu acho, bem estou em tratamento, estou bem de ânimo, faz tempo que não choro muito, toda hora, mas tive umas recaídas... Sábado do feriadão da páscoa eu recebi a visita das minhas primas lindas aqui em casa, e do Whesley tmb, bem foi maravilhoso, mas eu e minha mãe ficamos arrumando tudo desde quinta-feira, compramos coisas gostosas, fizemos gostosuras, arrumamos a casa, e quanto mais perto chegava do dia mais ansiosa eu ficava, na sexta a noite comecei a sentir dor de cabeça e enjoo, e depois falta de ar e coração acelerado, então fui dormir, quem disse que eu conseguia, virei pra um lado, virei para o outro, rolei na cama, fiz movimentos estranhos sem querer fazê-los, pensei coisas sobre o dia seguinte, pensei em me machucar mas não me machuquei, e a dor de cabeça, o enjoo e a falta de ar pioraram, e eu dormi e acordei várias vezes, depois das 6h da manhã finalmente peguei num sono bom, mas 7h minha mãe me chamou pra levantar, se não fosse a vinda da minha prima, algo que eu queria muito, não conseguiria me levantar da cama naquele dia, a vontade era de ficar lá pra sempre, mas me levantei, tentei tomar café da manhã por insistência da minha mãe, mas foi quase impossível, então eu fiz algumas coisinhas de última hora e liguei pra minha prima, ela disse que deveria sair depois do almoço, quase dei um treco com a notícia, pois ainda iria demorar mais algumas horas, então tentei almoçar, que dificuldade, comi praticamente nada, e senti as coisas ainda piores com mais dor de barriga e sei lá, muito mal, então minha mãe se distraiu cantando no karaokê e eu aproveitei e subi a lage de casa, lá achei que o vento me faria melhorar, mas minha mente começou a pensar coisas horríveis e aí piorei mais ainda, e comecei a chorar um pouquinho, então pra guentar ou melhor para aliviar e fazer aquilo passar, eu simplesmente não tive muita escolha e comecei a machucar o meu dedão do pé no canto da unha, até que minha mãe sei lá porque subiu lá e me viu agaxada, e perguntou o que eu tava fazendo no pé, eu levei um baita susto e disse que não tava fazendo nada, e fui salva pela chegada da minha prima, que alívio, então eu tremia muito desde quinta-feira e acho que minha mãe já havia reparado algo de errado, não queria que ela soubesse pq ela poderia me proibir de convidá-los novamente e de ir visitá-los, fiquei com muito medo disso... No domingo no Canal de Ponta Negra eu ainda cortei meu pá numa pedra, em dois lugares no mesmo pé que tava doendo o dedão, eu fiz um esforço de ir à praia mesmo com nojo de areia, pelas minhas primas, Fiquei com nojo quando meu pé tava todo doendo, e em qualquer posição que eu apoiasse no chão doía, encomodava, e a areia grudada na ferida tava infeccionando mais ainda meu dedão, então tentei fugir da areia, mas desisti, pois é muito difícil andar de um pé só na areia, tipo, eu então me contive a manter as mãos e os braços sem areia, tarefa complicada e quando o Whesley percebeu tentou jogar areia em mim, quase me desesperei, ainda bem que Alessandra estava lá pra brigar com ele e mandar ele parar, enfrentei bem o nojo de areia, eu acho, aí depois eu tentei conversar com minha prima e não consegui coragem, sei lá, até que a noite, ou mehor, de madrugada, eu escrevi uma cartinha pra ela e entreguei segunda de manhã bem cedo quando ela acordou antes de ir embora, tentei explicar tudo que tava sentindo e que fiz, e ela quiz ver meu dedão e me deu um nome de uma pomada pra eu passar, ela é enfermeira do bombeiro, e mandou bem no conselho, pois a pomada é maravilhosa, eu passei com cotonete pra não sentir nojo nas mãos, mas deu certo, só que durou pouco, uma colega minha do trabalho voltou pra escola e descobriu que eu tinha saído, não entendeu nada e veio atrás de mim, fiz umas coisas no computador pra ela e levei lá, mas neguei aos pouquinhos, meio que enrolando, ir até a escola ajudar ela numa tividade extra com a turma dela, tipo, eu fiquei desesperada só de imaginar o que as outras pessoas íam pensar e falar... Aí no sábado eu chamei minha amiga pra dormir lá em casa, pois estávamos preparando um estudo pro grupo jovem de domingo, aí ela ligou, me atrapalhou e me pediu mais coisas de computador, eu achei que poderia fazer segunda-feira, ou domingo a noite, mas domingo eu e minha amiga fomos convidadas pra fazer uma palestra pública com o nosso estudo, o que nos deixou nervosas, ansiosas, assustadas e preocupadas, estudamos o dia todo até chegar a hora, então gastamos muita energia pensando o dia todo, estudando dois dias diretos sem parar e até meia-noite no sábado, e acordamos cedo, 6h da manhã +ou-, foi de mais e cheguei esgotada, quando estava tentando acordar segunda minha mãe disse que todo mundo sairia para ir a Niterói comprar primeiramente o carrinho da minha sobrinha, e tive que ir também, falaram que íam voltar cedo, mas demoramos muito lá e cheguei exausta em casa, e nem consegui assistir Mentes em Choque, muito menos trabalhar no pc, eu apaguei antes da novela das 8 quer começa as 9h +ou- rsrsrsrrs, e então hj acordei e fui me aprontar pra ir a psicóloga no Rio no DPA da UFRJ, e não tempo de fazer nada a não ser ficar nervosa, deixar de atender um telefonema da minha colega e colocar o celular pra vibrar e começar a me machucar, quando cheguei no Rio, terminei de me machucar nos dedos das mãos, e quando em casa cheguei, antes da minha mãe chegar eu tmb me machuquei, só que com alicate de unha trancada no meu quarto, e desde semana passada que encontrei um recipiente pra guardar os pedacinhos que arranco de mim, que sempre tentei guardar pelo menos por alumas horas ou dias, e agora to colecionando pedaços de mim, e levo isso pra todos os lados comigo, não contei pra ninguém além da minha psicóloga pq achei isso doidera de mais pras pessoas entenderem... tive novamente, essa noite, aquele tipo de sonho onde fico sem alguma roupa em público e só me dou conta depois, dessa vez eu tava numa praia e depois de entrar na água reparei que tava com a parte de cima apenas do biquini, sem nada em baixo, então me abaixei, tentei me esconder e pedi pra minha amiga pegar um short pra mim, e ela trouxe um short que não era bem o que eu queria, mas coloquei mesmo assim, e com vergonha das pessoas terem reparado que eu fui pra água pelada na parte de baixo e com uma verdadeira selva a vista... foi cruel, um pesadelo horrível, detesto esses sonhos, sei lá pq sonho tanto com coisas assim, detesto isso, acordei de madrugada meio mal com o sonho, mas voltei a dormir, tenho comido razoavelmente bem, mas hj não quero comer e minha mãe quer que eu coma, disse que tava fazendo no computador as coisas pra minha colega, mas na verdade não estou, estou me sentindo muito mal, com dor de cabeça, enjoada, com o coração apertado, cansada, e pensando besteira desde ontem a noite, pensando em tentar me machucar feio novamente, com tesoura, faca, gilete, sei lá... Eu só queria sumir daqui ou que essa minha colega parasse de me ligar, já tenho umas 7 chamadas não atendidas dela, eu acho, e to com medo dela ligar aqui pra casa e aí eu terei que atendê-la nem que seja forçada por minha mãe,e nem sei como explicar, o que falar e me sentirei uma irresponsável, culpada, horrível, muito mal mesmo, eu queria sumir daqui agora ou chorar um bucado pra colocar pra fora o que to sentindo... E nessas últimas semanas minhsa manias e tiques tão mais forte, principalmente o de cutucar e supervisionar o cabelo, o de me machucar nos cantinhos das unhas, o de ranger os dentes, o de pular linhas, e alguns outros... E o pior não pude ir esse mês na Riostoc! =[
Acho que é isso! Bjks!!!
Acho que é isso! Bjks!!!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Help!!!
Oh, my God!!! Ai que dia... Estava tão bem desde 4ª feira da semana passada, dia do meu niver... Depois fui ao Rio no final de semana, na Riostoc foi tão bom e legal e produtivo e D+!!! Estava tão animada, mas aí ontem eu não consegui comer toda a comida, motivo suficiente pro meu pai ficar brigando comigo até de noite e falando com minha mãe disso o tempo todo e ameaçando coisas horríveis e grotescas, apesar de ser por amor, do tipo: vou ter que colocar a comida na sua goela a baixo pra vc se alimentar, etc... coisas muito piores!!! Então eu fiquei um pouco sentida, mas tranquilo pois fui a tarde pra aula de LIBRAS, e me dei super bem na apresentação do trabalho, e tava tão animada na volta, mas como me enrolei com o lanche e até tomei banho de suco, ficou enrolado ligar pra minha mãe ao pegar o ônibus pra Maricá, e quando me lembrei de ligar pra ela, já haviam umas 27 chamadas não atendidas dos meus pais, mais esporro... Agora to com uma mania de mecher no cabelo que nem reparei, minha irmã notou antes de mim até, e desde ontem minha mãe percebeu e ficou no meu pé... Mas até aí td bem, porém hj fui acordada cedo pela minha mãe gritando que eu não podia faltar e nem chegar atrasada no trabalho hj, ela falou isso umas 50 vezes... um absurdo, e foi tanta pressão que mesmo eu tendo ficado pronta bem adiantada, e ter ficado feliz por conseguir passar repelente dois dias seguidos e na mesma semana que consegui dar uma montanha de roupas embora (missão quase impossível pra mim) eu tive uma crise pra lá de estranha, e não consegui ir ao trabalho por mais que eu quisesse, e não acreditaram que eu não tive culpa e que não pensei que isso fosse acontecer, não esperava isso e fiquei hiper chateada com isso, mas minha mãe principalmente viu como falta de responsabilidade minha, mas eu não queria isso, e não queria que ela pensasse assim, queria que ela conseguisse me entender... Bem, eu simplesmente me desliguei geral por 1h inteira, não me lembro de tudo, parece que eu dormi mas com uma certa consciência, mas sem ter controle de mim... eu lembro de ficar balançando a cabeça por um longo tempo, acho que uns 20 minutos ou 30... Lembro de falar sozinha e de pensar algo, mas não em elbro o que... E depois fiquei repetindo duas frases na minha cabeça um tempão, demorei uns 10 minutos pra sair do banheiro e fui pra cima da cama, continuei as frases... minha boca ressecou, eu tava nervosa, tremia muito e não conseguia parar de repetir, então peguei o celular na mão e esperei até conseguir segurar as frases só no pensamento, e liguei desesperada pra minha prima-amiga, e foi difícil falar com ela, eu tava gaguejando muito, a ligação tava péssima, e eu tava meio sem ar e não sabia explicar o que estava acontecendo, mas estava ligando pra ter uma ajuda, eu não sabia o que fazer e estava sozinha em casa, eu to com muito medo de tanta coisa... Eu preciso de ajuda... Eu preciso de alguém aqui comigo, mas que não seja a sufocadora da minha mãe e nem o meu pai, pq ele não entende as coisas direito, não posso contar com ele sempre, e etc. Eu quero a Paty, a Priscila, a Letícia, a Alessandra, alguém que eu gosto e confio perto de mim, algum amigo pra me fazer cia. e me tirar dessa, eu agora estou sentindo um aperto no peito, uma falta de ar e tmb to balançando, mexendo, sei lá... os pés e a cabeça, estou começando a ficar nervosa com isso, não quero ficar maluca, eu só quero ajuda... não posso coninuar, preciso tentar dormir, não to nada bem... bjs!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Notícias e novidades!
Galera, andei sumida, mas foi porque estive muito atarefada. Notícias: Me formei em Pedagogia, minha formatura foi dia 18 de fevereiro. Comecei curso de LIBRAS, estou amando! Tive as férias mais legais da minha vida e bem familiar... Estou bem mais conectada a minha família, meus parentes, estou amando essa nova fase do meu amor! Vou ser tia, mas ainda não sei se vai ser sobrinho ou sobrinha... Fui abandonada pelo psiquiatra e pela psicóloga que me tendiam. Obs.: Exagero meu! A Aurea não me abandonou, ela ainda meliga pra saber como estou... Fui me tratar no IPUB na UFRJ, finalmente comecei um bom tratamento psiquiátrico, descobri que meu problema não é só o TOC, ainda não sei direito mas parece que eu tenho um T.A. SOE e Dermatotilexomania... Aguardarei mais informações pra falar sobre essas comorbidades aqui. Estou aguardando resposta do DPA - UFRJ, pra ver se eu consegui vaga pra TCC. A reunião da Riostoc desse sábado foi maravilhosa, eu até chorei. Comecei a andar sozinha no Rio, uhuuu! Tive uma pequena crise em fevereiro, mas estou muitíssimo bem, e muito melhor e torcendo pra tds ficarem bem! Bjs e espero comentários!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Que Deus esteja sempre conosco, nos dando força pra vencer este mal. Assim seja!
Gente, eu preferi não postar durante este período, pois eu tive crises, e quase voltei a ter o grau da doença em que percebi que precisava procurar ajuda, mas graças a Deus não chegou a tanto, estou mudando de medicamentos e doses direto, e parece que nada resolve, mas estou na esperança que uma hora dê certo, que algum dia eu volte a dizer que melhorei muito, como disse aliviada depois de um mês de tratamento com o 1º medicamento que usei, depois disso piorei, acredito até que não era necessário mudar este medicamento, mas todos os médicos dizíam que eu estava muito magra e sem fome por causa do medicamento, e ninguém pensou em subir a dose dele, apenas em mudar de remédio, então fazer o que, eles estudaram anos e não sou eu que vou interferir, sei que Deus está comigo e estou cercada de pessoas que gostam de mim e que estão dispostas a me ajudar, que possuem algumas dificuldades, perincipalmente em me entender e não possuem tempo para estudar o que é TOC e não se colocam no meu lugar, apenas brigam, brigam e brigam, mas tenho que ter paciência, pois eles querem o meu bem. Faltei trabalho 2 dias, cheguei atrasada no trabalho um dia, e quase não fui, pois detesto chegar atrasada, mas tomei coragem, e foi um sacríficio dar cada passo em direção ao trabalho, eu cheguei a andar mais devagar que o de costume, mudei o caminho querendo ir em direção a algum médico que me desse atestado médico, mas o medo de não me darem de novo, e eu perder mais algum dinheiro e me ferrar depois pra pagar meu tratamento, rezei, pedi força, chorei, mais cheguei lá, e amanhã terei que chegar cedo ao trabalho pra repor a aula da turma que não teve na terça... Passei o dia tentando colocar minha vida acadêmica e no trabalho em dia, corrigi provas, planejei aulas, mandei os conteúdos das próximas provas por e-mail, escrevi uma página a mais na monografia (pouquíssimo, mas foi o que consegui), comi, é tanta coisa na minha cabeça, tanta coisa pra fazer, tanto compromisso que tenho, que tem dias que como hoje não sei se tomei ou não o remédio depois o almoço, pelo menos hoje eu comi razoavelmente, eu faço um esforço pra comer, que nenhum ser humano que eu conheça faz, pois a maioria das pessoas se esforçam é pra não comer, até besteira é difícil de engolir, até bala, bolo, salgado, tudo... Eu finalmente to passando um pouquinho menos mal estes dias, o passar mal não é mais durante o dia inteiro, é apenas algumas vezes, mas pra mim ainda não tá bom, u quero me sentir bem, eu quero conseguir cumprir com minhas responsabilidades, quero que esses pensamentos sumam da minha mente e me deixem chegar no horário aos lugares, quero ter ânimo de acordar e levantar da cama pra viver o dia, aproveitar as horas, fazer as coisas que são pra ser feitas, quero uma casa que não esteja de perna pro ar como a minha está, quero que meus pais larguem do meu pé, pois eu me esforço de mais, me cobro de mais, e a cobrança deles me deixa louca. Até minha psicóloga as vezes não consegue me entender e as vezes me cobra mais do que eu consigo fazer por enquanto, eu não sou preguiçosa, quem me conhece antes deu ter essas crises mais graves, sabe que algo que eu nunca fui é preguiçosa, ouvir minha psicóloga e meus pais me chamarem de preguiçosa dói muito, é como gritar algo gastando toda sua voz e não ser ouvida, é assim que me sinto, como se não reconhecessem o meu esforço, como se não percebessem minha diiculdade, como se não respeitassem meu ritmo, meu momento, eu não quero pensar no que penso, não quero fazer o que faço, eu juro que não. Eu só quero ser uma pessoa melhor. Ainda bem que esta semana e sexta passada minha psicóloga foi maravilhosa comigo, eu gosto muito dela, eu consegui contar pra ela coisas que nunca falei rpa ninguém a não ser comigo mesmo no banheiro, treinando pra contar a alguém, consegui também tirar dúvidas sobre alguns sentimentos, e finalmente encontrei alguém que acredita que eu me amo, mesmo que as vezes eu me machuque e queira me matar sem querer... Eu durante todos esses dias só fiz um pedido a Deus, a única coisa que eu quero nesse mundo é alguém do meu lado que eu possa contar com essa pessoa 24h por dia, e que tenha também, ao mesmo tempo, a oportunidade de fazer bem a ela, mas parece que Deus não quer conceder esse meu pedido, ou melhor, que eu não mereço ainda isso, que eu tenho que ficar sozinha pra aprender a ser mais forte do que já sou. Pois eu acredito ser forte, mesmo que muita gente diga que eu sou uma fraca, fresca, sem vontade suficiente de mudar. Mas não é fácil mudar coisas que fazem parte da sua vida desde que vc se entende por gente, e que vc sempre achou que eram defeitos seus, só seus, que vc era portanto de outro mundo, um ET abandonado no planeta Terra. Eu queria alguém do meu lado, princiaplmente durante as noites, pois essas são as mais difíceis de suportar, me sinto só, sei que não estou, agradeço a Deus pelas pessoas maravilhosas que ele colocou em meu caminho, mas me sinto muito sozinha, principalmente a noite, momento que não posso ligar pra ninguém a não ser que seja uma emergência e olhe lá, e o que eu mais queria era apenas uma compania, alguém que falasse coisas bonitas ao telefone, ou que estivesse ao meu lado me abraçando e acariciando até eu adormecer. Tenho tantos medos, medo de não conseguir a faculdade acabar, a monografia apresentar, medo da minha orientadora comigo brigar, medo de dinheiro faltar, medo de perder o emprego, medo de decepcionar as pessoas, principalmente minhas crianças queridas, meus alunos da escola e do GELC, medo de acabar me matando sem ser essa minha vontade, medo de perder a sanidade, medo de grudar na cama mas do que tenho grudado e de lá ser tirada a força e ser levadda pelo SAMUR, como minha mãe ameaça, medo de não ter meus sonhos realizados, medo de não ter cumprido minha missão no mundo por falta de força, mas eu juro que to me esforçando, sei que só eu sei como me esforço, e que é difícil convencer os outros disso, mas é a mais pura verdade. Eu quero parar de chorar como estou chorando agora, quero voltar a sorrir, quero voltar a ser ativa como sempre fui, quero voltar a alegrar as pessoas, quero voltar a ter amigos, ir a lugares, passar dias na casa de colegas cantando músicas, jogando, brincando, quero curtir minha juventude antes que ela se vá, e eu perca essa oportunidade, quero me destraumatizar e voltar a beijar, namorar, sair, frequentar festas, e tudo mais... Quero viver em paz, quero viver como qualquer outra pessoa "normal", quero viver, só isso. Pois tenho sobrevivido, tenho arrastado-me dia após dia, e isso não é vida, é tortura. Quero não perder minhas esperanças, quero ajuda, quero muita ajuda, e entendimento, quero ver meus amigos da riostoc mais do que vejo, e já fui proibida de ir em dezembro... Aff... Depois de tudo isso, só tenho algo a recomendar, informação pra quem precisa, pra quem vem em busca de entender o que é TOC, ou síndrome de Tourette, vejam entrevista com a Roberta, minha querida amiga diretora da Riostoc, na ALERJ, dividida em vídeos, em algumas partes, no seguinte link: http://www.youtube.com/results?search_query=Roberta+Rocha+TOC&aq=f
Muito obrigada pela atenção epaciência de ler meu desabafo. Bjs pra tds e força pra todos que passam por essa luta assim como eu, nós vamos vencer esse mal!!!!
Muito obrigada pela atenção epaciência de ler meu desabafo. Bjs pra tds e força pra todos que passam por essa luta assim como eu, nós vamos vencer esse mal!!!!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Cap.2 do livro Mentes e Manias de Ana Beatriz Barbosa
CAPÍTULO 2
Fixação, seus olhos no retrato
Fixação, mera assombração
Fixação, fantasmas no meu quarto.
”Fixação” Kid Abelha
QUEM PENSA DEMAIS VIRA FILÓSOFO OU SOFRE: A QUESTÃO DAS OBSESSÕES
Muitos de nós sentimos um leve incômodo quando deparamos com um sapato virado de cabeça para baixo. É quase impossível que não nos venha à cabeça a idéia de que algo pode acontecer com nossa mãe. Embora achemos ridículo e deixemos o sapato virado do mesmo jeito, o próximo pensamento que pode nos assaltar é o de culpa, de que não nos importamos com nossa mãe, afinal estamos dando mais importância ao raciocínio lógico do que ao significado do famigerado sapato de sola para o ar. Por fim, com um resignado ”tá bom, não custa nada”, acabamos desvirando o sapato e explicamos para nós mesmos, a título de consolo, que isso não passa de ”desencargo de consciência”.
Na hora de dormir, podemos passar de novo por uma situação parecida se percebermos que a porta do armário está aberta. A gente não quer sair debaixo da coberta, mas de vez em quando espicha o olho e dá de cara com a porta escancarada e tudo escuro lá dentro do armário. O que nos faz ficar espionando a inocente fresta é a lembrança de que ”porta de armário aberta chama...”. Mas você não quer pensar na palavra e nem espera para concluir a frase. Sai do aconchego, levanta-se, fecha a porcaria da porta e convence a si mesmo que o motivo que o levou a fazer isso é impedir que entrem baratas em seu armário.
O fato é que sempre estamos imersos em numerosos pensamentos. Pensamentos bons, pensamentos ruins, bobos, grandiosos, de todos os tipos. Muitas vezes nem estamos conscientes deles, mas nós os temos o tempo todo. E é comum também termos pensamentos que nos incomodam, pois não condizem com nosso modo de ser, de pensar e de agir. Assim, acreditamos que não deveríamos tê-los ou que é errado tê-los, como se isso fosse indicativo de alguma falha de caráter sufocada ou de que temos um ”lado negro” escondido. Por exemplo, imaginar-se enchendo de algodão a boca de seu irmãozinho recém-nascido que não pára de berrar é um pensamento que pode vir a sua cabeça se você é um
adolescente impaciente que precisa acordar cedo no dia seguinte e ainda por cima não perdoa os pais por tê-lo desbancado da posição de caçula.
É normal virem esses pensamentos doidos a nossa cabeça de vez em quando, meio agressivos, meio catastróficos, dando representação a nossos medos mais escondidos ou, no caso acima, não assumidos desejos de ”vingança”. O problema está em imaginar que não deveríamos tê-los de modo algum, que é proibido tê-los ou que eles podem trazer conseqüências funestas, tornando-se realidade. Se pensamos assim, o tiro sai pela culatra: quanto mais evitamos tais pensamentos ou nos preocupamos com eles, mais presentes e insistentes eles se tornam em nossa mente. Não querer pensar em algo já nos faz pensar neste algo. E, por dar tal importância a esses pensamentos, aumentamos muito o risco de tê-los repetidamente. Se existisse um ditado para isso, poderia ser algo assim: ”Quem seus pensamentos espanta, mais os acalanta”.
Para testar esse ditado, você pode fazer o seguinte: feche os olhos e durante trinta segundos force-se a pensar em um camelo no deserto (você pode acrescentar palmeiras, cactos, pirâmides, mas o importante é o camelo). Obrigue-se a pensar só no camelo. Pode ser que durante esses trinta segundos outros pensamentos tenham invadido sua mente, isso é natural. Mas não deve ter sido tão difícil. Agora faça de forma diferente: feche os olhos e, durante trinta segundos, pense em qualquer coisa, menos no camelo. É proibido pensar no camelo.
Desta vez você sentirá que foi mais difícil. Só pelo fato de tentar afastar o pensamento do camelo, acabamos sem querer tornando-o mais intrusivo e persistente.
Foi o que aconteceu com Amaro, administrador de empresas de 49 anos, quando tentava afastar o pensamento do... Bem, ele vai partilhar conosco sua experiência:
Quando eu era adolescente, ficava supernervoso quando começava a tocar ”Sympathy for the devil” — algo como afinidade pelo demônio ou simpatia pelo demônio —, música dos Rolling Stones.
Na época eu estava completando o catecismo e achava terrível ouvir uma música daquelas. Mas não ficou só aí. Depois passei a ter medo de simplesmente pensar na música e cheguei a um ponto em que qualquer outra coisa me remetia a devil, como ver uma luz vermelha ou algum bicho que tivesse chifres. Daí, já tinha virado um martírio se eu visse um carro freando e se acendesse uma luz vermelha ou se, na TV, passasse algum desenho ou reportagem com animais.
E esses são só alguns exemplos, porque muitas outras coisas mais eu associava àquela imagem, como o número 5, por causa do tal do pentagrama, A estrela de cinco pontas é um símbolo místico:com a ponta virada para cima, representa o bem;com a ponta virada para baixo, simboliza o mal... Adivinha em qual eu pensava? Olha que viagem! E, cada vez que me vinha à cabeça, e isso acontecia toda hora — porque descobri que, quanto mais a gente tenta não pensar, mais a gente pensa —, eu tinha de repetir mentalmente os nomes de alguns anjos: Gabriel, Miguel, Rafael... Eu achava que ia acontecer alguma coisa ruim, mas, puxa, ruim era passar por aquilo. Agora estou tranqüilo em relação a isso e — quer saber de uma coisa? — encho a boca quando vou mandar alguém ”para o diabo que o carregue”.
Idéias indesejáveis invadem nossa mente
O ser humano tem, em maior ou menor medida, a necessidade de manter as coisas sob controle, ainda que minimamente. Muitas coisas, porém, estão fora de nosso controle — e o conteúdo de nossos pensamentos é uma delas. Engajar-se numa luta inglória com derrota garantida é caminhar a passos largos para o desconforto e até para o adoecimento. Quando tentamos manter estrito controle sobre nossos pensamentos, estamos nos expondo ao risco de vê-los transformados em obsessões.
Para que os pensamentos sejam considerados obsessivos, eles devem ser desagradáveis, intrusivos, indesejáveis e repetitivos. Quem os tem não os quer e, embora saiba que jamais concordaria com o conteúdo desses pensamentos obsessivos ou faria o que eles sugerem, sente uma pesada culpa por tê-los. Como exemplo, poderíamos pensar naquele adolescente enciumado do
irmãozinho de que falamos há pouco, que ainda por cima é alvo de chacota no colégio por parte de um colega que adora pegar no seu pé. Pode passar pela cabeça dele que seria melhor que esse colega estivesse morto ou como seria glorioso jogá-lo escada abaixo. Pensamento tétrico, não? O adolescente talvez sinta um pouco de alívio de suas frustrações fantasiando sua vingança espetacular e depois se desligar daquilo e voltar a sua rotina sem maiores problemas. Mas ele também pode começar a remoer a preocupação de que, se está pensando naquilo, é porque talvez seja mesmo capaz de fazer aquilo. A partir daí, pode tentar fazer um esforço tremendo para não voltar mais a pensar naquilo e, pior, desenvolver comportamentos como evitar subir ou descer a escada junto com seu desafeto.
Há uma distância muito grande entre pensar, fantasiar e realmente fazer. Se ele de fato fosse um adolescente com desvio de conduta, já estaria planejando e implementando sua vingança — como infelizmente vimos acontecer naquele massacre de estudantes e professores feito por dois alunos da escola Columbine, numa cidade do Colorado, Estados Unidos, em 1999, tema do documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore —, e não se preocupando, sentindo-se envergonhado e culpado por ter esses pensamentos, evitando até se aproximar do colega por medo de fazer-lhe algum mal.
No entanto, pelo sofrimento e pelo desconforto que trazem, causando até alterações no comportamento do adolescente, podemos dizer que esses pensamentos já adquiriram um caráter obsessivo. O jovem sente angústia e culpa ao tê-los, pois são desagradáveis e vão contra o que considera correto. São repetitivos, intrusivos e causam tremenda ansiedade. Quanto mais ele luta para não tê-los, mais os tem, e acaba se sentindo na obrigação de mudar seu comportamento para aliviar a angústia que sente.
Isso precisa ficar bem claro: é a partir desse ponto que se pode dizer que esse pensamento deixou de ser um daqueles pensamentos doidos e pouco usuais que todo mundo tem para transformar-se num pensamento obsessivo, que traz grande apreensão.
Um dos pensamentos obsessivos que provocam mais sofrimento é aquele cujo conteúdo envolve ferir alguém a quem amamos. A arquiteta Analice, de 36 anos, nos relata seu problema:
Eu já era um pouquinho ”sistemática” desde nova... Gostava das coisas bem guardadinhas e alinhadas. Depois que tive o Pedro, minha mania de só fechar as gavetas de talheres quando eles estivessem arrumadinhos piorou bastante. Mas meu martírio mesmo começou quando passei a pensar que, se fechasse a gaveta e alguma faca se deslocasse lá dentro, seria capaz de pegá-la e ferir meu filho. O mais desesperador é que sempre fui uma mãe paciente, super apaixonada por meu filho, que foi um bebê bem tranqüilo. Como, quando eu fechava a gaveta das facas, não conseguia ter certeza de que nenhuma faca tinha saído do lugar lá dentro, ficava abrindo e fechando a gaveta muitas vezes, porque, se não fizesse isso, me vinha à mente minha imagem, com a faca na mão, ferindo meu filho. Era horrível, horrível!
Hoje em dia ele é adolescente e não pára de fazer chacota desde que soube dessa história. De vez em quando ele me chama de Mamãe Jason. Mas quer saber? Agora que já estou livre disso também me junto a ele e dou boas gargalhadas.
Os pensamentos obsessivos estão intimamente relacionados com o medo. No entanto, o medo é um sentimento natural e saudável, cuja função é nos resguardar de maiores problemas. É bom que tenhamos medo de atravessar a rua com o sinal aberto para os carros, por razões óbvias. É esse medo que nos impede de arriscar nossa vida em um trânsito caótico, povoado de motoristas alucinados. Mas ter receio de sair de casa e andar na calçada por causa da remota probabilidade de ser atropelado no portão do próprio prédio é entregar-se a um medo irracional e infundado, que limita nossos movimentos e cerceia nossa liberdade de ação. Nesse caso, o medo deixa de ser útil e passa a ser irreal e nocivo. Não serve mais à função de proteção e ainda nos faz o desfavor de entravar nossa vida.
A pessoa que tem pensamentos obsessivos sofre deste último tipo de medo. Portanto, não podemos confundir as obsessões com medos comuns. Os medos da pessoa obsessiva podem ser semelhantes aos medos comuns e plausíveis, como o medo de bater o carro, mas ganham uma dimensão muito mais ampla se são erroneamente avaliados pela pessoa como tendo probabilidade muito maior de ocorrer, a ponto de fazer com que ela evite não só dirigir como entrar em qualquer veículo. A pessoa obsessiva pode também ter pensamentos e medos que consideramos bizarros, como o de ter engolido uma agulha quando estava pregando um botão. Ela sabe que não a engoliu, pois isso é impossível, mas ainda assim fica atormentada com a repetição desse pensamento, ganhando um medo irracional de lidar com quaisquer instrumentos de costura.
Superstições versus obsessões
Uma coisa importante é diferenciar as obsessões das superstições. No início deste capítulo descrevi dois casos típicos de superstições em nossa cultura apenas com o intuito de demonstrar como é comum que nos preocupemos com o significado que damos às coisas, com o que pensamos delas e como isso pode influenciar nosso comportamento. Contudo, as superstições não são indicativos de nenhum problema, pois são respaldadas e até reforçadas por nosso ambiente cultural. Algumas das mais comuns, símbolos de verdadeiro azar para a pessoa, envolvem cruzar com gato preto, passar debaixo de escada, quebrar espelhos, entrar com o pé esquerdo em algum lugar, ter os pés varridos, entre outras. São manifestações de comportamentos ritualísticos comuns a toda a humanidade, que variam de cultura para cultura. Mas o importante é que elas não tomam o tempo da pessoa nem a paralisam, não se tornam algo imprescindível de fazer, sem o qual a pessoa se sentiria intensamente angustiada e ameaçada.
Por outro lado, se a pessoa passa a checar a toda hora seus sapatos, que além de estarem na posição correta precisam ficar
perfeitamente alinhados, e mesmo após checá-los continua ansiosa e agoniada, voltando a conferir outras vezes, sob pena de algo ruim acontecer por causa do desalinhamento dos calçados, deve-se desconfiar de um pensamento obsessivo. Principalmente se a pessoa chega a perder tempo com isso, a ponto de atrasar-se para o trabalho e sentir-se angustiada, quase em pânico, se não conseguir certificar-se da posição dos sapatos. Aqui podemos afirmar que já deixou de ser superstição.
Para reforçar a diferença, lembremos o caso da pessoa que não conseguia dormir em paz enquanto a porta do armário estava aberta. O pensamento que ela teve não era obsessivo, na verdade era uma idéia supersticiosa, que causou um leve incômodo. Ela levanta, sentindo-se meio boba, fecha a porta, logo esquece aquilo e volta para o sono dos justos. Agora imaginemos que, ao fechar os olhos, ela comece a ser assaltada pela idéia de que a porta não foi bem fechada. Levanta e resolve passar a chavinha que tranca a porta. Volta para a cama e... começa a duvidar se realmente passou bem a chave. Levanta, destranca e tranca de novo a porta, para se certificar. Pode ser que ela esteja passando por uma fase estressante, com problemas no trabalho, e isso se reflita em comportamentos esquisitos assim, que com certeza ela não voltará a ter. Mas, se esses pensamentos voltarem a aparecer todo o tempo e ela se sentir assustada, temendo que alguém de sua família possa morrer, e a partir daí passar a verificar freqüentemente a porta do armário, não só à noite como também de dia, já podemos cogitar num caso de pensamentos obsessivos.
Obsessões mais freqüentes
É fundamental entender que existe uma grande variedade na forma de apresentação do TOC. Assim, observamos na prática clínica que as obsessões tendem a se apresentar em alguns grupos bem característicos. Para facilitar a compreensão desse transtorno, sua identificação e possibilitar que o máximo de pessoas possam ser ajudadas no alívio do intenso sofrimento que sua vida se
tornou, minha equipe e eu elaboramos um quadro das principais e mais comuns obsessões com exemplos fáceis de visualizar. Algumas envolvem medo de contaminação, dúvidas persistentes, blasfêmias religiosas e desejos agressivos, entre outros. Vamos a elas.
Obsessão de agressão: preocupação em ferir os outros ou a si mesmo, insultar, impulsos de agredir (como vimos no exemplo do adolescente irritado com o irmão e com o colega da escola), machucar o próprio filho (como era o caso de Analice) etc.
Obsessão de contaminação: preocupação constante com sujeira, germes, contaminação por vírus e bactérias, pó, apertos de mão, medo de ser contaminado em visitas hospitalares, velórios, cemitérios etc.
A pessoa se preocupa com a possibilidade de infectar-se e adquirir doenças como Aids, pneumonia asiática e leptospirose, entre outras. É claro que existe a possibilidade de contrair tais doenças, e é essa possibilidade que nos motiva a usar camisinha e evitar andar descalços por águas de aspecto sujo. Por outro lado, essa preocupação deixa de ser normal quando evitamos apertar as mãos das pessoas por medo de pegar Aids ou corremos loucamente de todo e qualquer cachorro, pois ele poderia ter brigado com um gato, que poderia ter brigado com um rato, que poderia ser transmissor da leptospirose. Como uma pessoa com pensamentos obsessivos exagera todas as probabilidades catastróficas, ela pode até deixar de sair de casa, uma vez que, seguindo esse raciocínio tortuoso, qualquer um poderia transmitir Aids e outras doenças fatais (só de estar no mesmo recinto que ela) e qualquer cachorro poderia carregar microorganismos causadores de doenças infecciosas, representando um risco mesmo se estiver passando do outro lado da rua.
Obsessão de conteúdo sexual: pensamentos persistentes de fazer sexo com pessoas impróprias ou em situações estranhas, pensamentos obscenos, imagens pornográficas recorrentes, impulsos incestuosos. Há casos em que o indivíduo evita sair de casa porque teme ficar olhando para a região genital das pessoas com
quem se encontra na rua ou fazer propostas indecorosas em voz alta a qualquer pessoa atraente que cruze seu caminho.
Obsessão de armazenagem e poupança: idéia fixa em colecionar ou não se desfazer de vários tipos de objeto. A pessoa não quer se desfazer de nada por achar que tudo poderá ser útil no futuro (embalagens, papéis velhos, jornais, revistas, tampinhas de refrigerantes etc.).
Obsessão de caráter religioso: pensamentos recorrentes de escrupulosidade, blasfêmias, pecado, certo/errado, de falar obscenidades na igreja. Como exemplos, podemos citar a criança que, após ter iniciado seu aprendizado em inglês, passou a ter pensamentos obsessivos de que God também é Dog, ou a mulher que não consegue parar de pensar que a imagem de São Sebastião, seminu e preso a uma tora de madeira, é bastante sensual.
Luciana, uma professora de 26 anos, conta os insistentes pensamentos que tinha quando se reunia com o grupo jovem de sua igreja:
Quando eu passava em frente ao altar onde havia uma imagem de Jesus crucificado, com apenas um pano enrolado em seu corpo, ficava tendo pensamentos se ele era como a gente, se ele tinha pênis, se fazia xixi... Aí, para meu desespero, me vinham todas aquelas imagens, ele fazendo xixi e ”sacudindo” depois, como os caras fazem. Ou com o que ele se limpava, se ficava com resto de comida entre os dentes... Desse pensamento já vinha outro: se ele comia fazendo barulho. Esses pensamentos me perseguiam, e eu ficava esperando pelo castigo que pudesse acontecer. A culpa ainda era maior porque eu não conseguia confessar isso ao padre, e eu achava que tinha obrigação de falar tudo. O que lembro é que ficava repetindo pra mim mesma: ”Perdão, meu Deus; perdão, meu Deus; perdão, meu Deus; perdão, meu Deus...”, uma infinidade de vezes.
Agora que estou melhorando, só penso de vez em quando assim: ”Obrigada, meu Deus; obrigada, meu Deus”. Mas meu terapeuta me dá altas broncas, diz que basta uma vez. Sei que ele está certo, mas esses pensamentos são mais teimosos que mula empacada.
Obsessão de simetria: idéias constantes de exatidão ou alinhamento de objetos, roupas, decoração etc. A pessoa tem uma sensação vaga de que é ”errado” ou ”incômodo” ver coisas desarrumadas e desalinhadas.
Obsessão somática: preocupação excessiva com doenças. Como as pessoas que sentem alguma dor no peito e já começam a pensar obsessivamente em alguma cardiopatia grave ou que sentem uma dor abdominal e têm pensamentos obsessivos de estar com um tumor intestinal.
Obsessão ligada a dúvidas: preocupação constante com o fato de não confiar em si mesmo, como não ter certeza se fez algo direito ou questionar-se se realmente realizou determinada tarefa (fechar a janela, deixar uma encomenda etc.).
Quem tem esse tipo de pensamento não consegue confiar em nada e precisa certificar-se repetidas vezes de que está tudo bem. Podemos citar como exemplo aquelas pessoas que checam várias vezes as fechaduras das portas e as bocas do fogão. Mesmo que já as tenham verificado algumas vezes, a dúvida persiste e elas não conseguem acreditar em si mesmas, começam a pensar que se enganaram ou não foram cuidadosas o suficiente — e, pronto, lá vão mais uma vez checar tudo de novo.
Essas checagens podem se repetir dezenas de vezes, impedindo a pessoa de ter uma boa noite de sono ou fazer outras coisas e causando atrasos e transtornos em sua vida cotidiana.
Afinal, imaginemos o tempo que ela perde quando está saindo de casa para o trabalho e se atrasa porque retornou inúmeras vezes para conferir se realmente a porta estava fechada... Os pensamentos obsessivos envolvidos aqui são de cunho catastrófico. Checar a porta serve para certificar-se de que nenhum ladrão invadirá a casa e verificar os botões do fogão serve para garantir-se de que a casa não vai explodir.
Pessoas com pensamentos obsessivos nem sempre têm mais de um tipo deles. Algumas costumam ter apenas de determinado tipo, que sempre estará relacionado a seus maiores medos e dúvidas. E é comum que o conteúdo dos pensamentos obsessivos
mude ao longo do tempo, passando por períodos de enfraquecimento e de intensificação.
Uma coisa muito importante que precisamos saber é que o fato de ter tais pensamentos não significa que seremos capazes de concretizá-los. Na verdade, eles se tornam obsessivos e nos perseguem justamente porque nos sentimos tão desconfortáveis e culpados de tê-los. Uma pessoa com obsessões agressivas sofre exatamente porque considera condenáveis a agressão e o conflito. Ela se sente tão mal com esses pensamentos e luta tanto para afastá-los da cabeça que acaba por tê-los repetidas vezes, apesar de saber que é incapaz de fazer mal a quem quer que seja.
O problema é que essa pessoa supervaloriza a importância dos pensamentos, a ponto de considerar que é tão grave tê-los quanto praticá-los, quando sabemos que do pensar ao agir há uma distância muito grande. Nesse ponto, o conceito religioso de que ”se peca mesmo em pensamento” é um desserviço à humanidade. Uma idéia como essa fará sofrer muito mais as pessoas que tendem a ter pensamentos obsessivos do que as efetivamente inescrupulosas, que não estão ”nem aí” se estão pecando e se o que fazem é certo ou errado.
O que é certo ou errado é algo que preocupa muito as pessoas que tendem a ter pensamentos obsessivos. Elas costumam ser conscienciosas, responsáveis, perfeccionistas e preocupadas com o bem-estar dos outros. Por isso sofrem tanto ao ter pensamentos que consideram tão alheios a si próprias e temem intensamente que o fato de tê-los poderá levá-las a causar dano a alguém. Na verdade, a pessoa com pensamentos obsessivos deveria se preocupar menos com eles e não lhes dar tanto crédito, pois não são eles que vão dizer o que ela é, e sim suas ações.
Fixação, seus olhos no retrato
Fixação, mera assombração
Fixação, fantasmas no meu quarto.
”Fixação” Kid Abelha
QUEM PENSA DEMAIS VIRA FILÓSOFO OU SOFRE: A QUESTÃO DAS OBSESSÕES
Muitos de nós sentimos um leve incômodo quando deparamos com um sapato virado de cabeça para baixo. É quase impossível que não nos venha à cabeça a idéia de que algo pode acontecer com nossa mãe. Embora achemos ridículo e deixemos o sapato virado do mesmo jeito, o próximo pensamento que pode nos assaltar é o de culpa, de que não nos importamos com nossa mãe, afinal estamos dando mais importância ao raciocínio lógico do que ao significado do famigerado sapato de sola para o ar. Por fim, com um resignado ”tá bom, não custa nada”, acabamos desvirando o sapato e explicamos para nós mesmos, a título de consolo, que isso não passa de ”desencargo de consciência”.
Na hora de dormir, podemos passar de novo por uma situação parecida se percebermos que a porta do armário está aberta. A gente não quer sair debaixo da coberta, mas de vez em quando espicha o olho e dá de cara com a porta escancarada e tudo escuro lá dentro do armário. O que nos faz ficar espionando a inocente fresta é a lembrança de que ”porta de armário aberta chama...”. Mas você não quer pensar na palavra e nem espera para concluir a frase. Sai do aconchego, levanta-se, fecha a porcaria da porta e convence a si mesmo que o motivo que o levou a fazer isso é impedir que entrem baratas em seu armário.
O fato é que sempre estamos imersos em numerosos pensamentos. Pensamentos bons, pensamentos ruins, bobos, grandiosos, de todos os tipos. Muitas vezes nem estamos conscientes deles, mas nós os temos o tempo todo. E é comum também termos pensamentos que nos incomodam, pois não condizem com nosso modo de ser, de pensar e de agir. Assim, acreditamos que não deveríamos tê-los ou que é errado tê-los, como se isso fosse indicativo de alguma falha de caráter sufocada ou de que temos um ”lado negro” escondido. Por exemplo, imaginar-se enchendo de algodão a boca de seu irmãozinho recém-nascido que não pára de berrar é um pensamento que pode vir a sua cabeça se você é um
adolescente impaciente que precisa acordar cedo no dia seguinte e ainda por cima não perdoa os pais por tê-lo desbancado da posição de caçula.
É normal virem esses pensamentos doidos a nossa cabeça de vez em quando, meio agressivos, meio catastróficos, dando representação a nossos medos mais escondidos ou, no caso acima, não assumidos desejos de ”vingança”. O problema está em imaginar que não deveríamos tê-los de modo algum, que é proibido tê-los ou que eles podem trazer conseqüências funestas, tornando-se realidade. Se pensamos assim, o tiro sai pela culatra: quanto mais evitamos tais pensamentos ou nos preocupamos com eles, mais presentes e insistentes eles se tornam em nossa mente. Não querer pensar em algo já nos faz pensar neste algo. E, por dar tal importância a esses pensamentos, aumentamos muito o risco de tê-los repetidamente. Se existisse um ditado para isso, poderia ser algo assim: ”Quem seus pensamentos espanta, mais os acalanta”.
Para testar esse ditado, você pode fazer o seguinte: feche os olhos e durante trinta segundos force-se a pensar em um camelo no deserto (você pode acrescentar palmeiras, cactos, pirâmides, mas o importante é o camelo). Obrigue-se a pensar só no camelo. Pode ser que durante esses trinta segundos outros pensamentos tenham invadido sua mente, isso é natural. Mas não deve ter sido tão difícil. Agora faça de forma diferente: feche os olhos e, durante trinta segundos, pense em qualquer coisa, menos no camelo. É proibido pensar no camelo.
Desta vez você sentirá que foi mais difícil. Só pelo fato de tentar afastar o pensamento do camelo, acabamos sem querer tornando-o mais intrusivo e persistente.
Foi o que aconteceu com Amaro, administrador de empresas de 49 anos, quando tentava afastar o pensamento do... Bem, ele vai partilhar conosco sua experiência:
Quando eu era adolescente, ficava supernervoso quando começava a tocar ”Sympathy for the devil” — algo como afinidade pelo demônio ou simpatia pelo demônio —, música dos Rolling Stones.
Na época eu estava completando o catecismo e achava terrível ouvir uma música daquelas. Mas não ficou só aí. Depois passei a ter medo de simplesmente pensar na música e cheguei a um ponto em que qualquer outra coisa me remetia a devil, como ver uma luz vermelha ou algum bicho que tivesse chifres. Daí, já tinha virado um martírio se eu visse um carro freando e se acendesse uma luz vermelha ou se, na TV, passasse algum desenho ou reportagem com animais.
E esses são só alguns exemplos, porque muitas outras coisas mais eu associava àquela imagem, como o número 5, por causa do tal do pentagrama, A estrela de cinco pontas é um símbolo místico:com a ponta virada para cima, representa o bem;com a ponta virada para baixo, simboliza o mal... Adivinha em qual eu pensava? Olha que viagem! E, cada vez que me vinha à cabeça, e isso acontecia toda hora — porque descobri que, quanto mais a gente tenta não pensar, mais a gente pensa —, eu tinha de repetir mentalmente os nomes de alguns anjos: Gabriel, Miguel, Rafael... Eu achava que ia acontecer alguma coisa ruim, mas, puxa, ruim era passar por aquilo. Agora estou tranqüilo em relação a isso e — quer saber de uma coisa? — encho a boca quando vou mandar alguém ”para o diabo que o carregue”.
Idéias indesejáveis invadem nossa mente
O ser humano tem, em maior ou menor medida, a necessidade de manter as coisas sob controle, ainda que minimamente. Muitas coisas, porém, estão fora de nosso controle — e o conteúdo de nossos pensamentos é uma delas. Engajar-se numa luta inglória com derrota garantida é caminhar a passos largos para o desconforto e até para o adoecimento. Quando tentamos manter estrito controle sobre nossos pensamentos, estamos nos expondo ao risco de vê-los transformados em obsessões.
Para que os pensamentos sejam considerados obsessivos, eles devem ser desagradáveis, intrusivos, indesejáveis e repetitivos. Quem os tem não os quer e, embora saiba que jamais concordaria com o conteúdo desses pensamentos obsessivos ou faria o que eles sugerem, sente uma pesada culpa por tê-los. Como exemplo, poderíamos pensar naquele adolescente enciumado do
irmãozinho de que falamos há pouco, que ainda por cima é alvo de chacota no colégio por parte de um colega que adora pegar no seu pé. Pode passar pela cabeça dele que seria melhor que esse colega estivesse morto ou como seria glorioso jogá-lo escada abaixo. Pensamento tétrico, não? O adolescente talvez sinta um pouco de alívio de suas frustrações fantasiando sua vingança espetacular e depois se desligar daquilo e voltar a sua rotina sem maiores problemas. Mas ele também pode começar a remoer a preocupação de que, se está pensando naquilo, é porque talvez seja mesmo capaz de fazer aquilo. A partir daí, pode tentar fazer um esforço tremendo para não voltar mais a pensar naquilo e, pior, desenvolver comportamentos como evitar subir ou descer a escada junto com seu desafeto.
Há uma distância muito grande entre pensar, fantasiar e realmente fazer. Se ele de fato fosse um adolescente com desvio de conduta, já estaria planejando e implementando sua vingança — como infelizmente vimos acontecer naquele massacre de estudantes e professores feito por dois alunos da escola Columbine, numa cidade do Colorado, Estados Unidos, em 1999, tema do documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore —, e não se preocupando, sentindo-se envergonhado e culpado por ter esses pensamentos, evitando até se aproximar do colega por medo de fazer-lhe algum mal.
No entanto, pelo sofrimento e pelo desconforto que trazem, causando até alterações no comportamento do adolescente, podemos dizer que esses pensamentos já adquiriram um caráter obsessivo. O jovem sente angústia e culpa ao tê-los, pois são desagradáveis e vão contra o que considera correto. São repetitivos, intrusivos e causam tremenda ansiedade. Quanto mais ele luta para não tê-los, mais os tem, e acaba se sentindo na obrigação de mudar seu comportamento para aliviar a angústia que sente.
Isso precisa ficar bem claro: é a partir desse ponto que se pode dizer que esse pensamento deixou de ser um daqueles pensamentos doidos e pouco usuais que todo mundo tem para transformar-se num pensamento obsessivo, que traz grande apreensão.
Um dos pensamentos obsessivos que provocam mais sofrimento é aquele cujo conteúdo envolve ferir alguém a quem amamos. A arquiteta Analice, de 36 anos, nos relata seu problema:
Eu já era um pouquinho ”sistemática” desde nova... Gostava das coisas bem guardadinhas e alinhadas. Depois que tive o Pedro, minha mania de só fechar as gavetas de talheres quando eles estivessem arrumadinhos piorou bastante. Mas meu martírio mesmo começou quando passei a pensar que, se fechasse a gaveta e alguma faca se deslocasse lá dentro, seria capaz de pegá-la e ferir meu filho. O mais desesperador é que sempre fui uma mãe paciente, super apaixonada por meu filho, que foi um bebê bem tranqüilo. Como, quando eu fechava a gaveta das facas, não conseguia ter certeza de que nenhuma faca tinha saído do lugar lá dentro, ficava abrindo e fechando a gaveta muitas vezes, porque, se não fizesse isso, me vinha à mente minha imagem, com a faca na mão, ferindo meu filho. Era horrível, horrível!
Hoje em dia ele é adolescente e não pára de fazer chacota desde que soube dessa história. De vez em quando ele me chama de Mamãe Jason. Mas quer saber? Agora que já estou livre disso também me junto a ele e dou boas gargalhadas.
Os pensamentos obsessivos estão intimamente relacionados com o medo. No entanto, o medo é um sentimento natural e saudável, cuja função é nos resguardar de maiores problemas. É bom que tenhamos medo de atravessar a rua com o sinal aberto para os carros, por razões óbvias. É esse medo que nos impede de arriscar nossa vida em um trânsito caótico, povoado de motoristas alucinados. Mas ter receio de sair de casa e andar na calçada por causa da remota probabilidade de ser atropelado no portão do próprio prédio é entregar-se a um medo irracional e infundado, que limita nossos movimentos e cerceia nossa liberdade de ação. Nesse caso, o medo deixa de ser útil e passa a ser irreal e nocivo. Não serve mais à função de proteção e ainda nos faz o desfavor de entravar nossa vida.
A pessoa que tem pensamentos obsessivos sofre deste último tipo de medo. Portanto, não podemos confundir as obsessões com medos comuns. Os medos da pessoa obsessiva podem ser semelhantes aos medos comuns e plausíveis, como o medo de bater o carro, mas ganham uma dimensão muito mais ampla se são erroneamente avaliados pela pessoa como tendo probabilidade muito maior de ocorrer, a ponto de fazer com que ela evite não só dirigir como entrar em qualquer veículo. A pessoa obsessiva pode também ter pensamentos e medos que consideramos bizarros, como o de ter engolido uma agulha quando estava pregando um botão. Ela sabe que não a engoliu, pois isso é impossível, mas ainda assim fica atormentada com a repetição desse pensamento, ganhando um medo irracional de lidar com quaisquer instrumentos de costura.
Superstições versus obsessões
Uma coisa importante é diferenciar as obsessões das superstições. No início deste capítulo descrevi dois casos típicos de superstições em nossa cultura apenas com o intuito de demonstrar como é comum que nos preocupemos com o significado que damos às coisas, com o que pensamos delas e como isso pode influenciar nosso comportamento. Contudo, as superstições não são indicativos de nenhum problema, pois são respaldadas e até reforçadas por nosso ambiente cultural. Algumas das mais comuns, símbolos de verdadeiro azar para a pessoa, envolvem cruzar com gato preto, passar debaixo de escada, quebrar espelhos, entrar com o pé esquerdo em algum lugar, ter os pés varridos, entre outras. São manifestações de comportamentos ritualísticos comuns a toda a humanidade, que variam de cultura para cultura. Mas o importante é que elas não tomam o tempo da pessoa nem a paralisam, não se tornam algo imprescindível de fazer, sem o qual a pessoa se sentiria intensamente angustiada e ameaçada.
Por outro lado, se a pessoa passa a checar a toda hora seus sapatos, que além de estarem na posição correta precisam ficar
perfeitamente alinhados, e mesmo após checá-los continua ansiosa e agoniada, voltando a conferir outras vezes, sob pena de algo ruim acontecer por causa do desalinhamento dos calçados, deve-se desconfiar de um pensamento obsessivo. Principalmente se a pessoa chega a perder tempo com isso, a ponto de atrasar-se para o trabalho e sentir-se angustiada, quase em pânico, se não conseguir certificar-se da posição dos sapatos. Aqui podemos afirmar que já deixou de ser superstição.
Para reforçar a diferença, lembremos o caso da pessoa que não conseguia dormir em paz enquanto a porta do armário estava aberta. O pensamento que ela teve não era obsessivo, na verdade era uma idéia supersticiosa, que causou um leve incômodo. Ela levanta, sentindo-se meio boba, fecha a porta, logo esquece aquilo e volta para o sono dos justos. Agora imaginemos que, ao fechar os olhos, ela comece a ser assaltada pela idéia de que a porta não foi bem fechada. Levanta e resolve passar a chavinha que tranca a porta. Volta para a cama e... começa a duvidar se realmente passou bem a chave. Levanta, destranca e tranca de novo a porta, para se certificar. Pode ser que ela esteja passando por uma fase estressante, com problemas no trabalho, e isso se reflita em comportamentos esquisitos assim, que com certeza ela não voltará a ter. Mas, se esses pensamentos voltarem a aparecer todo o tempo e ela se sentir assustada, temendo que alguém de sua família possa morrer, e a partir daí passar a verificar freqüentemente a porta do armário, não só à noite como também de dia, já podemos cogitar num caso de pensamentos obsessivos.
Obsessões mais freqüentes
É fundamental entender que existe uma grande variedade na forma de apresentação do TOC. Assim, observamos na prática clínica que as obsessões tendem a se apresentar em alguns grupos bem característicos. Para facilitar a compreensão desse transtorno, sua identificação e possibilitar que o máximo de pessoas possam ser ajudadas no alívio do intenso sofrimento que sua vida se
tornou, minha equipe e eu elaboramos um quadro das principais e mais comuns obsessões com exemplos fáceis de visualizar. Algumas envolvem medo de contaminação, dúvidas persistentes, blasfêmias religiosas e desejos agressivos, entre outros. Vamos a elas.
Obsessão de agressão: preocupação em ferir os outros ou a si mesmo, insultar, impulsos de agredir (como vimos no exemplo do adolescente irritado com o irmão e com o colega da escola), machucar o próprio filho (como era o caso de Analice) etc.
Obsessão de contaminação: preocupação constante com sujeira, germes, contaminação por vírus e bactérias, pó, apertos de mão, medo de ser contaminado em visitas hospitalares, velórios, cemitérios etc.
A pessoa se preocupa com a possibilidade de infectar-se e adquirir doenças como Aids, pneumonia asiática e leptospirose, entre outras. É claro que existe a possibilidade de contrair tais doenças, e é essa possibilidade que nos motiva a usar camisinha e evitar andar descalços por águas de aspecto sujo. Por outro lado, essa preocupação deixa de ser normal quando evitamos apertar as mãos das pessoas por medo de pegar Aids ou corremos loucamente de todo e qualquer cachorro, pois ele poderia ter brigado com um gato, que poderia ter brigado com um rato, que poderia ser transmissor da leptospirose. Como uma pessoa com pensamentos obsessivos exagera todas as probabilidades catastróficas, ela pode até deixar de sair de casa, uma vez que, seguindo esse raciocínio tortuoso, qualquer um poderia transmitir Aids e outras doenças fatais (só de estar no mesmo recinto que ela) e qualquer cachorro poderia carregar microorganismos causadores de doenças infecciosas, representando um risco mesmo se estiver passando do outro lado da rua.
Obsessão de conteúdo sexual: pensamentos persistentes de fazer sexo com pessoas impróprias ou em situações estranhas, pensamentos obscenos, imagens pornográficas recorrentes, impulsos incestuosos. Há casos em que o indivíduo evita sair de casa porque teme ficar olhando para a região genital das pessoas com
quem se encontra na rua ou fazer propostas indecorosas em voz alta a qualquer pessoa atraente que cruze seu caminho.
Obsessão de armazenagem e poupança: idéia fixa em colecionar ou não se desfazer de vários tipos de objeto. A pessoa não quer se desfazer de nada por achar que tudo poderá ser útil no futuro (embalagens, papéis velhos, jornais, revistas, tampinhas de refrigerantes etc.).
Obsessão de caráter religioso: pensamentos recorrentes de escrupulosidade, blasfêmias, pecado, certo/errado, de falar obscenidades na igreja. Como exemplos, podemos citar a criança que, após ter iniciado seu aprendizado em inglês, passou a ter pensamentos obsessivos de que God também é Dog, ou a mulher que não consegue parar de pensar que a imagem de São Sebastião, seminu e preso a uma tora de madeira, é bastante sensual.
Luciana, uma professora de 26 anos, conta os insistentes pensamentos que tinha quando se reunia com o grupo jovem de sua igreja:
Quando eu passava em frente ao altar onde havia uma imagem de Jesus crucificado, com apenas um pano enrolado em seu corpo, ficava tendo pensamentos se ele era como a gente, se ele tinha pênis, se fazia xixi... Aí, para meu desespero, me vinham todas aquelas imagens, ele fazendo xixi e ”sacudindo” depois, como os caras fazem. Ou com o que ele se limpava, se ficava com resto de comida entre os dentes... Desse pensamento já vinha outro: se ele comia fazendo barulho. Esses pensamentos me perseguiam, e eu ficava esperando pelo castigo que pudesse acontecer. A culpa ainda era maior porque eu não conseguia confessar isso ao padre, e eu achava que tinha obrigação de falar tudo. O que lembro é que ficava repetindo pra mim mesma: ”Perdão, meu Deus; perdão, meu Deus; perdão, meu Deus; perdão, meu Deus...”, uma infinidade de vezes.
Agora que estou melhorando, só penso de vez em quando assim: ”Obrigada, meu Deus; obrigada, meu Deus”. Mas meu terapeuta me dá altas broncas, diz que basta uma vez. Sei que ele está certo, mas esses pensamentos são mais teimosos que mula empacada.
Obsessão de simetria: idéias constantes de exatidão ou alinhamento de objetos, roupas, decoração etc. A pessoa tem uma sensação vaga de que é ”errado” ou ”incômodo” ver coisas desarrumadas e desalinhadas.
Obsessão somática: preocupação excessiva com doenças. Como as pessoas que sentem alguma dor no peito e já começam a pensar obsessivamente em alguma cardiopatia grave ou que sentem uma dor abdominal e têm pensamentos obsessivos de estar com um tumor intestinal.
Obsessão ligada a dúvidas: preocupação constante com o fato de não confiar em si mesmo, como não ter certeza se fez algo direito ou questionar-se se realmente realizou determinada tarefa (fechar a janela, deixar uma encomenda etc.).
Quem tem esse tipo de pensamento não consegue confiar em nada e precisa certificar-se repetidas vezes de que está tudo bem. Podemos citar como exemplo aquelas pessoas que checam várias vezes as fechaduras das portas e as bocas do fogão. Mesmo que já as tenham verificado algumas vezes, a dúvida persiste e elas não conseguem acreditar em si mesmas, começam a pensar que se enganaram ou não foram cuidadosas o suficiente — e, pronto, lá vão mais uma vez checar tudo de novo.
Essas checagens podem se repetir dezenas de vezes, impedindo a pessoa de ter uma boa noite de sono ou fazer outras coisas e causando atrasos e transtornos em sua vida cotidiana.
Afinal, imaginemos o tempo que ela perde quando está saindo de casa para o trabalho e se atrasa porque retornou inúmeras vezes para conferir se realmente a porta estava fechada... Os pensamentos obsessivos envolvidos aqui são de cunho catastrófico. Checar a porta serve para certificar-se de que nenhum ladrão invadirá a casa e verificar os botões do fogão serve para garantir-se de que a casa não vai explodir.
Pessoas com pensamentos obsessivos nem sempre têm mais de um tipo deles. Algumas costumam ter apenas de determinado tipo, que sempre estará relacionado a seus maiores medos e dúvidas. E é comum que o conteúdo dos pensamentos obsessivos
mude ao longo do tempo, passando por períodos de enfraquecimento e de intensificação.
Uma coisa muito importante que precisamos saber é que o fato de ter tais pensamentos não significa que seremos capazes de concretizá-los. Na verdade, eles se tornam obsessivos e nos perseguem justamente porque nos sentimos tão desconfortáveis e culpados de tê-los. Uma pessoa com obsessões agressivas sofre exatamente porque considera condenáveis a agressão e o conflito. Ela se sente tão mal com esses pensamentos e luta tanto para afastá-los da cabeça que acaba por tê-los repetidas vezes, apesar de saber que é incapaz de fazer mal a quem quer que seja.
O problema é que essa pessoa supervaloriza a importância dos pensamentos, a ponto de considerar que é tão grave tê-los quanto praticá-los, quando sabemos que do pensar ao agir há uma distância muito grande. Nesse ponto, o conceito religioso de que ”se peca mesmo em pensamento” é um desserviço à humanidade. Uma idéia como essa fará sofrer muito mais as pessoas que tendem a ter pensamentos obsessivos do que as efetivamente inescrupulosas, que não estão ”nem aí” se estão pecando e se o que fazem é certo ou errado.
O que é certo ou errado é algo que preocupa muito as pessoas que tendem a ter pensamentos obsessivos. Elas costumam ser conscienciosas, responsáveis, perfeccionistas e preocupadas com o bem-estar dos outros. Por isso sofrem tanto ao ter pensamentos que consideram tão alheios a si próprias e temem intensamente que o fato de tê-los poderá levá-las a causar dano a alguém. Na verdade, a pessoa com pensamentos obsessivos deveria se preocupar menos com eles e não lhes dar tanto crédito, pois não são eles que vão dizer o que ela é, e sim suas ações.
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É um capítulo importante sobre a parte obcessiva do TOC. Será que dá pra ser filósofa e ao mesmo tempo ter pensamentos intrusivos do TOC? Sei lá! Só sei que eu penso de mais...
Espero que seja esclarecedor. E lembro, quem quiser o livro me mande o e-mail com o pedido que eu enviarei assim que tiver um tempinho. Bjs!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Atualizando... Sintomas físicos!
Olá! Estive um pouquinho sem postar, para dar tempo das pessoas comentarem nas outras postagens... Mas neste pequeno período eu tive algo que fazia tempo que não tinha, os sintomas fisícos, mas graças a Deus estou melhorando, meu psiquiatra desmarcou e adiou minha consulta, minha psicóloga tmb desmarcou um dia e no outro não me atendeu de manhã, foi me atender a noite, então me senti uma rejeitada, rsrsrsrsrrs, mas já passou, mas foi antes disso, no dia emq ue minhas aulas na faculdade íam começar, na segunda-feira da semana em que voltaria de férias ao trabalho, fiquei tão nervosa, tremi, senti dor de cabeça, de barriga, coração acelerado, angústia, chorei muito, mas demorei pra conseguir soltar o choro que parecia preso dentro de mim, aff, foi horrível, e eu com minhas dúvidas de sempre (não consigo decidir as coisas, ainda mais sobre pressão ou nervosa - escolher roupa para mim é uma tortura), não sabia o que fazer, se ligava pra minha psicóloga, se tomava mais uma vez o ansiolítico (tomo 2 vezes por dia e se tiver nervosa devo tomar mais, porém minha mãe morre de medo que eu fique tomando este remédio), se estudava, se lia, se ouvia música (músicas espíritas, principalmente me acalmam), se rezava, ... Acabei tomando mais um ansiolítico e mandando uma mensagem pra minha psicóloga pois não queria atrapalhar. Mas depois liguei ou ela me ligou, não lembro, mas falei com ela, e já tava começando a melhorar. Cheguei bem mais tranquila a faculdade a noite. Hoje fiquei alegre com meus avanços na monografia e dei a tremer D+ novamente, eu não me entendo tremo pra tudo, tanto pra coisa ruim como boa, também já sei, devo ter ficado muito ansiosa pra saber a opinião da minha orientadora sobre o que eu tava escrevendo, e também tive um pesadê-lo esta noite gigante, tenho tido muitos pesadê-los, mas agora já estou dormindo melhor, não acordo mais várias vezes a noite, mas esse pesadê-lo dessa vez foi que foi! Estou extremamente acelerada, estou ouvindo meu mp4 agora com múesicas diversas, MPB, Tango eletrônico, Internacional, Rock, espírita, infantil, etc. Sou bem eclética! Acho que to meio surtada porque estudei de mais hoje, vou tomar um banho e visitar uma instituição de uma colega minha. Não tive um bom dia dos pais, pois meu pai com certeza não se lembra do meu "Feliz dia dos pais!", pois já não estava sóbrio quando consegui falar com ele. Não tenho grana pra comprar um presente pra ele, dessa vez não consegui fazer uma carta ou um cartão, como sempre faço, mas dei um beijo e uma abraço e espero que ele fique bem, que melhore do problema dele, rezo por ele todas as noites, mesmo assim me sinto culpada por não ter dado nada a ele. Mas meu dinheiro gasto tudo em remédio e médico, fazer o que?! Minha mãe não tá bem com ele porque ele tem bebido, não posso pedir a ela isso, não tenho cara. Eita, estou ouvindo agora Pais e Filhos, amo esta música, que coinscidência. Espero que quinta-feira meu psiquiatra me atenda, tenho tanto a falar com ele sobre os sintomas que venho tendo mesmo com medicação, principalmente na TPM. Vou nessa, que do jeito que eu demoro no banho, se eu não for agora, se não conseguir largar a Internet, eu não visito a instituição hoje. Bjs e melhoras pra todos, e obrigada pelos comentários, me sinto muito útil, podem deixar sugestões de temas para o blog, em breve postarei mais vídeos sobre o assunto, quem está atrás de informação veja postagens mais antigas, lá tem vídeos muito bons. Colocarei mais trechos do livro Mentes e Manias de Ana Beatriz para nós comentarmos. Volto quarta-feira pra fazer isso, se Deus quiser.
E só pra animar vocês, apenas uma vez na vida minha dúvida além de angústias me trouxe algo de bom: uma vez não conseguia me decidir entre 3 calças jeans, estava precisando comprar uma, mas não sabia qual das três que eu gostei eu comprava, minha mãe que tava comprando, ela não tem muito dinheiro, mas ficou tão irritada comigo que resolveu comprar as três. Amei! rsrsrsrsrsrrsrs
Fui...
domingo, 1 de agosto de 2010
Pensamentos Intrusivos
Para mim o pior no meu TOC são os tais pensamentos intrusivos. Não sei qual a religião de você leitor, mas a minha é espirita, e eu aprendi que Jesus nos ensinou a seguinte frase: Orai e vigiai, eu faço de tudo para cumprir isso, com todo o meu perfeccionismo, uso todas as minhas forças para orar e vigiar meus pensamentos e atitudes, mas é uma tarefa mais difícil do que tudo que eu já encontrei na minha vida. Vou exemplificar, eu agora já estou melhor, não penso mais em tantas histórias de morte, suicídio, doença, acidentes graves, etc. Isso ainda acontece, mas bem menos do que antes, mas mesmo assim ainda não me livrei dos pensamentos intrusivos, pois por mais leves que sejam atrapalham e muito o dia a dia. Eu as vezes quero ler um livro, ou fazer um trabalho da faculdade, aí vem um pensamento e entra na minha cabeça, e gruda que nem chiclete, eu tento substituí-lo, tento continuar a ler e não dar importância a ele, tento arrancar ele a força da minha cabeça, tento rezar, cantar, poucas vezes consigo que tudo isso dê certo, na maioria das vezes nada disso é suficiente para arrancá-lo de lá, eu to escovando os dentes, e viajo, sem nem reparar, em meus próprios pensamentos e quando retorno me assusto pois já se passou meia hora, uma hora, as vezes até muito mais. Eu to querendo orar e no meio da oração aparece uma música e eu começo a cantar, e depois lembro que to orando e continuo orando aí surge uma história, e eu tento continuar a orar, e vira uma luta, vira uma guerra, e eu tentando me libertar do pensamento e finalizar a oração, acabo as vezes falando "... me ajude, obrigada, amem, assim seja!" finalizo só pra não ser interrompida novamente. Eu detesto isso, as vezes penso que seria melhor morrer do que continuar com esses pensamentos me deixando louca, as vezes não sei como consigo ser a melhor aluna da turma e nunca entregar trabalhos atrasados, fico muito nervosa em não conseguir fazer as coisas por causa disso e quando eu to inspirada sem nenhum pensamento a me atrapalhar, surge uma briga na minha casa, ou meu pai alcoolizado querendo quebrar tudo, querendo discutir, querendo ver TV ou rádio no último volume, aí eu piro de vez, fico tão ansiosa que chego a pensar em suicídio e me machuco... Sei que nada disso se resolverá com minha morte, pois morte não existe, e terei que vencer isso até se estiver desencarnada, então não dá pra fugir, se eu to passando por isso, ou é prova, ou é espiação, ou é missão, ninguém tem algo que não mereça ter. Deus não nos dá uma cruz mais pesada do que podemos carregar, mas esses pensamentos, esses conhecimentos, desaparecem do cérebro na hora da crise, na hora do desespero, as vezes ouvindo músicas religiosas (espíritas, evangélicas, e católicas), eu ouço de tudo que é bom, acaba me ajudando a pensar melhor e lembrar dos conhecimentos e lutar contra os pensamentos ruins, ou as musiquinhas infernais que me atormentam. Mas tem momentos que nem isso resolve, e aí eu me pergunto, será que eu não sou forte o bastante, seré que eu não aprendi a lição, será que eu não tenho força de vontade, será que é culpa minha, será que eu terei consequências negativas por isso, será que eu vou sofrer mais ainda do que já to sofrendo??? Bate em mim um medo, uma tristeza, muitas perguntas, e eu penso, será que eu não to seguindo o que Jesus falou, não sei orar e me vigiar, por que eu não consigo??? Ninguém sabe o que é ter TOC, só quem tem sabe o quanto a gente sofre, e ainda tem que ouvir dos outros baboseiras preconceituosas e todos se afastam de vc porque vc é uma pessoa problema. Mas, agora, penso em tanto que já melhorei, em tanto que já alcancei, que ninguém repara, só reparam nas minhas crises, no que ainda não consegui vencer, porém ninguém vê minhas vitórias, minha luta incessante contra isso, ninguém percebe que todo o dinheiro que eu tenho é gasto em meu tratamento e não sobra nada, falta, e minha mãe com muito sacrifício tem que completar a quantia, e ainda pagar minha faculdade, que antes eu pagava, mas agora não dá pra pagar nenum nem o outro quanto mais os dois, e eu vejo gente da minha idade, namorando, saindo, se divertindo, ganhando mesada dos pais, comprando roupas, comprando brincos, sapatos, e eu com todos os meus tênis furados entrando água quando chove, e implorando pra minha mãe pagar uma blusa pra mim pra quando eu tiver dinheiro pagar a ela, eu cheia de tarefas aceitando qualquer bico pra ter algum dinheiro pra comprar um lanche que tem que durar o mês todo, e na verdade só dura no máximo duas semanas, e fico com fome na faculdade sentindo cheiro de salgado, e todos comendo na minha frente, eu vejo isso e penso, o que eu fiz na outra vida de tão grave pra ter que passar por isso? E ainda me pergunto, e porque eu to sofrendo se tem gente na África morrendo de fome e eu pelo menos tenho uma comida ruim da minha mãe pra comer, se tem tanta gente na rua sem família, e eu tenho uma casa, e uma família que eu amo muuuuuuuuuuuito por mais que eles me façam sofrer muitas vezes. Que direito eu tenho de reclamar da vida? E me lembro do vídeo/música "Offer", que quem quiser ver, tem o vídeo no meu blog pessoal que encontra-se na coluna a direita, lá em baixo, o último blog. Ou direto no youtube pelo link: http://www.youtube.com/watch?v=aYE_TdVo5FY&feature=player_embedded
Eu penso nisso tudo e não sei ter outra reação sem ser chorar e sorrir ao mesmo tempo.
Eu penso nisso tudo e não sei ter outra reação sem ser chorar e sorrir ao mesmo tempo.
sábado, 31 de julho de 2010
Meu primeiro encontro na Riostoc
Gente, eu adorei ir na Riostoc, recomendo que todos que estejam com dúvidas, procurando local para tratamento, que queira levar os pais, amigos, irmãos, filhos, para entenderem melhor sua doença, vá a uma reunião da Riostoc. Esta reunião acontece no último sábado do mês, veja mais informações no site da riostoc, tem o link aqui no blog, na coluna do lado direito da tela. Foi uma experiência única, encontrei pessoas de todas as idades que compreendem o meu sofrimento e "falam a minha linguagem", me identifiquei com todos, mesmo sendo cada um bem diferente um do outro. Foi muito especial! Quero voltar lá mês que vem, mas não sei se vai dar, esse negócio de bilhete único não funcionou no metrô, fiquei com muita raiva. Mas tudo passou porque valeu a pena eu ter ido. Minha mãe não pareceu ter gostado muito não, pois ela é muito chata, comparou inclusive as reuniões de co-dependentes que as pessoas querem que ela vá por causa do meu pai ser alcoólatra. Mas disse que se eu quiser ir de novo, que ela vai comigo, afinal eu não me vejo indo sozinha para lá, fiquei perdidinha, e peguei metrô lotado, o que me deu muito medo, mas minha mãe não me deixaria ir sozinha nem que a vaca tucisse, por isso sei que ela fez questão de me assustar e de ir por um caminho e voltar por outro só pra eu ficar mais perdida ainda. Segue o link de uma comunidade do orkut que a Roberta, que eu conheci lá, criou:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=66416505
Ela é diretora lá, e é portadora de TOC e síndrome de tourette, ela é muito simpática e também ergue a bandeira contra o preconceito assim como eu. É isso. Bjs a tds!!!
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=66416505
Ela é diretora lá, e é portadora de TOC e síndrome de tourette, ela é muito simpática e também ergue a bandeira contra o preconceito assim como eu. É isso. Bjs a tds!!!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Ansiosa para sábado
Se Deus quiser sábado eu irei pela primeira vez num encontro com outras pessoas que tem TOC, estou muito ansiosa (novidade! rsrsrs), quero muito conhecer pessoalmente outras pessoas como eu. Se der tudo certo, depois eu conto a experiência aqui no blog. Hoje eu estive bem melhor, e ajudando um colega que foi diagnosticado com TOC esta semana, me sinto na obrigação de explicar tudo pra ele que eu sei e ajudá-lo. É isso, bjs pra tds vcs, e que vcs estejam bem e abençoados por Deus, pois só Ele nos compreende e nos ajuda a enfrentar isso tudo de verdade.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Colocando o papo em dia...
Aff... Consegui colocar meu pai pra ficar no meu lugar como 1ª mesária durante as eleições... isso seria um problemão pra mim!
Ah, bom relembrar, quem quiser o livro Mentes e Manias é só deixar o e-mail ou mandar o pedido pro meu e-mail (annagabi.epl@gmail.com) com "assunto" TOC, que eu envio por e-mail, pois eu consegui baixar, não tem vírus e é de graça, pois precisamos de ajuda e este livro além de nos ajudar é bom para nossos familiares e amigos nos entenderem melhor. Isso se vcs conseguirem fazê-los ler o livro, pois eu não consegui... Mas nunca desisto!
Tive uma crise de choro esta semana e os meus tics tão de mais, além de morder a língua mexendo a boca, eu tmb fico tentando arrancar o couro da cabeça com as unhas, eu sinto floquinhos mas minha mãe já olhou minha cabeça e disse que tá limpinha, nao tem nem caspa, mas eu continuo sentindo floquinhos e querendo tirá-los da minha cabeça, não consigo parar de arranha-lá, e isso já rendeu algumas feridas, e eu já arranquei casquinha de feridas com isso, é a única coisa que sai nas unhas, e fico limpando as unhas tirando o nada, pois já limpei e nada mais tem, mas continuo as limpando achando que tem sujeira nas minhas unhas, isso tá me degastando... é cansativo, é estranho, e faço isso escondida, já o da boca não consigo esconmder pois faço até sem querer, sem perceber... Pior que meu psiquiatra só vai me atender no dia 05 do mês que vem, até lá vou pirar se isso continuar... E as linhas do chao permanecem... Só quem tem toc sabe o que a gente passa... cada coisa esquisita!!!
Ah, minha psicóloga quer que eu coloque ração pro meu cachorro, nem que seja usando saco plástico na mão, era pra eu fazer isso a partir de sexta a noite, mas não pude, tive crise sexta a noite, e depois disso enrolei, e até hoje não coloquei, amanhã ela vai brigar comigo na consulta, pois não sei mentir... que droga! Fora que eu ontem ainda machuquei minha gengiva com fio dental, manchei dois pedaços grandes de fio dental todinhos de sangue, não queria fazer isso, evito passar fio dental, mas comi fígado e tava com pedacinhos entre os dentes me incomodando precisava limpar, mas não precisava exagerar como fiz, fugiu do meu controle, eu nao queria fazer isso... ela vai brigar comigo por causa disso tmb, to até com medo, pq ela disse que se eu me machucasse me puniria com um dia a menos de consulta... To com raiva de mim mesma, mas eu tava de TPM, ela precisa entender...
Cada dia descubro uma coisa, um amigo com TOC disse que o stress causado pela ansiedade e pelo TOC pode causar quedas de cabelo, agora entendi porque sempre tive queda de cabelos desde criança, só pode ser isso, pois já fui a médico, já usei shampoo de jaborandi, antiqueda, anticaspa, tudo quanto é receita e nada resolveu o meu problema.
Cada dia a gente descobre uma coisa nova, outro dia encontrei um menino que tmb tem nojo de espuma de almofada que nem eu, e ele tmb tem toc.
Bjs pra tds e vlw por lerem o blog, deixem comentários.
Ah, bom relembrar, quem quiser o livro Mentes e Manias é só deixar o e-mail ou mandar o pedido pro meu e-mail (annagabi.epl@gmail.com) com "assunto" TOC, que eu envio por e-mail, pois eu consegui baixar, não tem vírus e é de graça, pois precisamos de ajuda e este livro além de nos ajudar é bom para nossos familiares e amigos nos entenderem melhor. Isso se vcs conseguirem fazê-los ler o livro, pois eu não consegui... Mas nunca desisto!
Tive uma crise de choro esta semana e os meus tics tão de mais, além de morder a língua mexendo a boca, eu tmb fico tentando arrancar o couro da cabeça com as unhas, eu sinto floquinhos mas minha mãe já olhou minha cabeça e disse que tá limpinha, nao tem nem caspa, mas eu continuo sentindo floquinhos e querendo tirá-los da minha cabeça, não consigo parar de arranha-lá, e isso já rendeu algumas feridas, e eu já arranquei casquinha de feridas com isso, é a única coisa que sai nas unhas, e fico limpando as unhas tirando o nada, pois já limpei e nada mais tem, mas continuo as limpando achando que tem sujeira nas minhas unhas, isso tá me degastando... é cansativo, é estranho, e faço isso escondida, já o da boca não consigo esconmder pois faço até sem querer, sem perceber... Pior que meu psiquiatra só vai me atender no dia 05 do mês que vem, até lá vou pirar se isso continuar... E as linhas do chao permanecem... Só quem tem toc sabe o que a gente passa... cada coisa esquisita!!!
Ah, minha psicóloga quer que eu coloque ração pro meu cachorro, nem que seja usando saco plástico na mão, era pra eu fazer isso a partir de sexta a noite, mas não pude, tive crise sexta a noite, e depois disso enrolei, e até hoje não coloquei, amanhã ela vai brigar comigo na consulta, pois não sei mentir... que droga! Fora que eu ontem ainda machuquei minha gengiva com fio dental, manchei dois pedaços grandes de fio dental todinhos de sangue, não queria fazer isso, evito passar fio dental, mas comi fígado e tava com pedacinhos entre os dentes me incomodando precisava limpar, mas não precisava exagerar como fiz, fugiu do meu controle, eu nao queria fazer isso... ela vai brigar comigo por causa disso tmb, to até com medo, pq ela disse que se eu me machucasse me puniria com um dia a menos de consulta... To com raiva de mim mesma, mas eu tava de TPM, ela precisa entender...
Cada dia descubro uma coisa, um amigo com TOC disse que o stress causado pela ansiedade e pelo TOC pode causar quedas de cabelo, agora entendi porque sempre tive queda de cabelos desde criança, só pode ser isso, pois já fui a médico, já usei shampoo de jaborandi, antiqueda, anticaspa, tudo quanto é receita e nada resolveu o meu problema.
Cada dia a gente descobre uma coisa nova, outro dia encontrei um menino que tmb tem nojo de espuma de almofada que nem eu, e ele tmb tem toc.
Bjs pra tds e vlw por lerem o blog, deixem comentários.
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